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Extradição » Governo considera pedir julgamento italiano a Henrique Pizzolato Marcado para ontem, o julgamento acabou adiado em razão da falta de informações sobre presídios brasileiros

Diego Abreu

Publicação: 06/06/2014 09:07 Atualização: 06/06/2014 09:25

Henrique Pizzolato também alegou que foi submetido a julgamento político pelo Supremo Tribunal Federal. Foto: Carlos Moura/CB/DA Press	 (Carlos Moura/CB/DA Press	)
Henrique Pizzolato também alegou que foi submetido a julgamento político pelo Supremo Tribunal Federal. Foto: Carlos Moura/CB/DA Press

O governo brasileiro prepara um plano B para que o ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato possa cumprir pena na Itália, caso o país europeu não autorize sua extradição. A decisão da Justiça italiana seria tomada ontem, mas acabou adiada para outubro. Por serem mínimas as possibilidades de o condenado no processo do mensalão ser extraditado, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, admitiu que o Brasil poderá pedir à Itália um segundo julgamento. Condenado a 12 anos e 7 meses de cadeia, Pizzolato fugiu para a Europa no ano passado. Ele foi preso em Maranello, no começo de fevereiro, por uso de documentos falsos. Desde então, está detido na Penitenciária de Sant’Anna, em Módena, no norte italiano, onde aguarda uma decisão sobre o pedido de retorno ao Brasil.

“Caso não seja concedida a extradição, uma possibilidade que deve ser estudada é algo que está previsto no acordo (bilateral): que a pessoa responda pelos crimes que praticou em julgamento no seu país. Ou seja, extradita ou que ele seja julgado e não fique impune”, destacou Cardozo, em entrevista. O ministro ponderou, no entanto, que a intenção “é que ocorra a extradição”.

Marcado para ontem, o julgamento acabou adiado em razão da falta de informações sobre presídios brasileiros em condições de receber Pizzolato. Em nota, o Ministério da Justiça destaca que “forneceu toda a documentação pedida pela Justiça Italiana sobre o sistema prisional brasileiro”.

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