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Oposição » Bloco independente do PMDB lança manifesto contra manutenção de aliança com o PT

Rosália Rangel

Publicação: 05/06/2014 21:49 Atualização: 05/06/2014 21:57

Integrantes da corrente PMDB Independente que formam o bloco de oposição ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT) lançaram na noite desta quinta-feira (5), no Mato Grosso do Sul, um manifesto contra a manutenção da aliança do partido com o PT. O documento foi apresentado durante o lançamento das pré-candidaturas de Nelson Trad Filho (PMDB) ao governo do estado e de Simone Tebet (PMDB) ao Senado.

O evento contou com a presença do presidenciável do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, e dos aliados peemedebistas dele: os senadores Jarbas Vasconcelos, Pedro Simon e Ricardo Ferraço, além de sete deputados federais do PMDB, entre os quais o pré-candidato a vice-governador de Pernambuco, Raul Henry. Veja abaixo o manifesto dos peemedebistas:

"PMDB INDEPENDENTE!

O PMDB tem história e seu passado merece respeito. Nos anos 1970, foi a grande frente democrática que resistiu à ditadura e defendeu a liberdade. Nos anos 1980, liderou a transição democrática e a promulgação da Constituição Cidadã. Nos anos 1990, teve papel decisivo na implantação das políticas de estabilização econômica. Na primeira década dos anos 2000, apoiou os programas sociais que incluíram milhões de brasileiros no mercado de consumo e reduziram a desigualdade.

Apesar desses avanços das últimas décadas, o Brasil vive, nos anos recentes, um período de retrocessos. A desigualdade de renda parou de cair porque a estabilidade econômica e os programas sociais já cumpriram seu papel. A partir de agora, o único fator capaz de atuar nessa direção é uma escola pública de qualidade. Mas a educação pública está piorando. Dados da OCDE mostram que o Brasil caiu da 54ª para a 58ª posição, em um ranking de 65 países, nos últimos três anos.

A saúde pública, apontada como o pior problema do país em todas as pesquisas, não tem merecido a prioridade do Governo Federal, que bloqueia a votação do Saúde de Mais Dez no Congresso Nacional.

A violência aumentou vertiginosamente. Os últimos dados apontam um recorde mundial: 56 mil pessoas assassinadas em 2012. E no entanto, não há nenhuma política nacional de segurança pública. O Governo Federal simplesmente não assume sua responsabilidade nesse drama nacional.

No setor da infraestrutura, fundamental para o crescimento e a competitividade da economia, praticamente nada foi feito. O país não tem estradas, ferrovias, portos, aeroportos, transporte coletivo nas grandes cidades, nem saneamento básico.

A infernal burocracia, que atravanca empreendimentos e inviabiliza o ambiente de negócios, não foi enfrentada. O Brasil não fez nenhuma reforma para tornar mais funcionais suas instituições.

O setor elétrico está quebrado. A Eletrobrás teve seu valor de mercado reduzido de 49 para 11 bilhões de reais. Grande parte da energia que abastece o país, hoje, vem de termelétricas, uma das fontes mais caras e poluentes que existem. E ainda está anunciada uma conta de 30 bilhões a ser paga pelos consumidores brasileiros após as eleições, em um anunciado estelionato eleitoral.

O programa do etanol, que produzia em larga escala energia limpa e renovável, com tecnologia genuinamente nacional, foi totalmente inviabilizado. Entre 2013 e 2014, mais de 50 usinas fecharam no país.

A Petrobras foi totalmente aparelhada. Deixou de ser um orgulho nacional para se transformar em um balcão de negócios destinado a tenebrosas transações. Seu valor de mercado caiu pela metade e sua dívida duplicou nos últimos três anos.

A condução intervencionista e populista da economia resultou nas menores taxas de crescimento das últimas décadas: perda de confiança, juros altos, investimento baixo e famílias endividadas.

E a maior de todas as ameaças: a volta da inflação. Enquanto os preços administrados estão artificialmente comprimidos em torno de 1%, os preços livres se aproximam de 10%. E quem mais perde com a inflação são os mais pobres.

O resultado de tudo isso é o ambiente que se vê hoje nas ruas do país: irritação, indignação, pessimismo e mal estar generalizados. O Brasil não aguenta mais.

Definitivamente, o PMDB não pode e não deve concordar com esse estado de coisas. O fato é que, nos últimos anos, o partido foi preterido, desprezado e tratado como um mero apêndice do PT. E essa situação é inaceitável.

Chegou a hora de o PMDB reencontrar-se com a sua história de lutas democráticas e com o sentimento de mudanças da sociedade brasileira.

Vamos dizer NÃO à aliança com o PT!
Reflita sobre isso, companheiro convencional"

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