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Copa do Mundo » Dilma vê razões políticas em movimento anti-Copa

Agência Estado

Publicação: 05/06/2014 07:09 Atualização: 05/06/2014 11:14

O ex-capitão da seleção Cafu, a presidenta Dilma, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, na apresentação oficial da taça da Copa do Mundo. Foto: José Cruz/Agência Brasil
O ex-capitão da seleção Cafu, a presidenta Dilma, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, e o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, na apresentação oficial da taça da Copa do Mundo. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Em entrevista exibida na noite desta quarta-feira pela Band News a presidente Dilma Rousseff disse que “tem muita coisa de razões políticas” por trás do movimento “Não vai ter Copa”, criticou mais uma vez os “pessimistas de plantão” que acham que “tudo vai dar errado” e assegurou que os telefones celulares vão funcionar durante as partidas. A íntegra da entrevista da presidente foi exibida na noite desta quarta-feira pelo canal.

“Não querem que nós aproveitemos (a Copa) por quê? Tem muita coisa de razões políticas por trás desse ‘Não vai ter Copa’. Eu acho um absurdo achar que, por razões políticas, é justificável que o Brasil, nesse momento, não faça todo o uso de ter a oportunidade de sediar a Copa”, afirmou Dilma, sem se aprofundar na questão.

Questionada se discursaria na abertura da Copa do Mundo, Dilma disse que, até onde sabe, a cerimônia prevê a exposição de líderes religiosos, culminando com uma mensagem do papa Francisco. De acordo com a presidente, também deverá haver uma representação simbólica das três etnias que formaram o povo brasileiro, representadas por uma criança branca, uma negra e uma indígena.

 

“Quem faz essa definição é a Fifa. O que eu posso adiantar é que até onde eu enxerguei, o que eles estão propondo é que seja feita uma exposição de todas as mensagens dos líderes religiosos com pombas que vão representar a paz”, disse Dilma, que, ao lado do presidente da Fifa, Joseph Blatter, foi vaiada durante a abertura da Copa das Confederações, em pleno estádio Mané Garrincha, em Brasília, no ano passado.

A presidente destacou que foi o próprio governo brasileiro que procurou os líderes religiosos para a exposição de mensagens contra todas as formas de discriminação, em especial contra o racismo.

Dilma também assegurou que o Brasil terá uma vitória dentro e fora do campo. "Aqui vai funcionar telefone celular", frisou.

Eleições

Em outro momento da entrevista, a presidente foi questionada sobre a proximidade entre a Copa do Mundo e as eleições. “Não acho que tenha uma relação direta entre Copa do Mundo e política no Brasil, não acredito que seja (relação) automática nem direta. Não acredito sendo de um jeito ou outro, a repercussão com a eleição será automática - não acredito nisso. A Copa do Mundo é uma afirmação da nação, é aquilo que o Nelson Rodrigues disse, o Brasil de chuteiras”, afirmou.

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