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Polêmica » Pedro Mendes, que já foi da juventude socialista, diz que Marília Arraes não sabe perder

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 03/06/2014 12:08 Atualização: 03/06/2014 12:19

Socialista é amigo do ex-governador Eduardo Campos e também um dos coordenadores de campanha de Paulo Câmara. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press.  (Ricardo Fernandes/DP/D.A Press. )
Socialista é amigo do ex-governador Eduardo Campos e também um dos coordenadores de campanha de Paulo Câmara. Foto: Ricardo Fernandes/DP/D.A Press.
A nota divulgada na última segunda-feira pela vereadora Marília Arraes (PSB) ainda causa repercussão nas hostes do PSB. Hoje, o vice-prefeito de Ipojuca, Pedro Mendes (PSB), também conhecido por ser um dos amigos do ex-governador Eduardo Campos (PSB), mostrou-se indignado com o teor do documento divulgado por Marília Arraes no Facebook, no qual ela questiona o fato de João Henrique Campos, filho do ex-governador, assumir o cargo de secretário estadual da JSB-PE. O cargo é o principal da juventude socialista e dá acesso à executiva estadual do partido.

Marília Arraes não citou João Henrique no texto, referiu-se a ele como "jovem, sem envolvimento na juventude partidária" que estaria sendo alçado ao cargo por uma articulação de cima para baixo. Mas o presidente estadual, Sileno Guedes, terminou admitindo que era ele ao defendê-lo e dizer ele estava conseguindo o consenso para chegar ao cargo. A nota ganhou repercussão nacional em virtude de Campos ser presidenciável. "A votação ainda nem aconteceu e Marília já se pronunciou. Isso é conversa de derrotado", acrescentou Pedro Mendes, mostrando que o consenso não será tão simples assim. Pedro Mendes sugeriu que Marília não está sabendo reconhecer a derrota. "Não tem verdade no que ela disse. Houve uma unidade e ela se chateou. Sempre jogamos na unidade. Ela não aglutinou e usou de arrogância, porque tem o nome Arraes para se posicionar. Isso não é coronelismo?" indagou.

João Henrique Campos ainda não se pronunciou.

Veja abaixo a nota enviada publicada no Face por Marília e enviada aos jornais.   


Sobre intervenção nos processos democráticos da JSB - PE


Talvez por ter tido intensa convivência com meu avô, Miguel Arraes, principalmente nos seus últimos anos de vida, tive a oportunidade de compartilhar com ele o ideal de que um partido bem estruturado, que forme quadros preparados e politizados, é essencial para a consolidação da nossa tão jovem democracia. Ainda faço parte da JSB e acredito que a minha participação sempre ativa como militante foi de grande relevância para a minha formação política e contribuiu bastante no caminho que sigo hoje como vereadora do Recife, eleita por duas vezes, e como ex-secretária municipal de Juventude e Qualificação Profissional. Acredito (e acreditarei até os meus últimos dias) na importância da democracia e da liberdade de expressão.

Assim sendo, sinto-me atingida, como militante, ao ver um movimento oposto ao da democracia na JSB-PE. Após anos de formação, militância e articulação com as juventudes socialistas do interior e da Região Metropolitana do Recife, foram formadas duas chapas, compostas por jovens companheiros que dedicaram alguns de seus poucos anos de vida à militância partidária. As chapas seriam submetidas a disputa por voto dos delegados municipais, ou então por um acordo e composição, conduzida por estes mesmos jovens quadros em formação. Todo o movimento faz parte da formação política de nossos futuros líderes e é de suma importância pra construção de um partido onde impere a legitimidade.

O processo, no entanto, está sendo comprometido. Existe uma articulação maior para que outro jovem, sem envolvimento na juventude partidária, assuma o posto de Secretário Estadual da JSB-PE, cargo principal, por meio do qual terá assento na Executiva Estadual do PSB.

Ora, como podemos propor a formação de novos quadros, se impedimos a juventude de se organizar, articular e, por fim, legitimar a sua própria postulação? Ou devemos ensinar à nossa juventude (inclusive ao jovem beneficiado!) que é natural ao processo político ser escolhido por alguém influente? Perdoem-me, companheiros e lideranças partidárias, mas a escola política em que cresci não me ensinou esta fórmula.

Sei que muitos que estão lendo devem concordar com tudo o que foi exposto e, por um motivo ou outro, não podem se manifestar. Entretanto, o importante é que saibamos qual o caminho correto e que busquemos, da forma que for possível, fazer da política um instrumento de fortalecimento da justiça social e da democracia.

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