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CPI autorizada pela Justiça » Prefeito de Correntes, Edimilson da Bahia, enfrenta CPI e protesto por decoração da Copa

Filipe Barros - Diario de Pernambuco

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 03/06/2014 11:46 Atualização: 04/06/2014 09:36

Prefeito Edimilson da Bahia é acusado de enriquecimento ilícito. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A. Press
Prefeito Edimilson da Bahia é acusado de enriquecimento ilícito. Foto: Blenda Souto Maior/DP/D.A. Press

No segundo ano de governo, o prefeito Edimilson da Bahia (PSB), do município de Correntes, no Agreste pernambucano, vai ser investigado na CPI por indícios de enriquecimento ilícito, depois de ganhar a eleição municipal por apenas um voto de diferença e de passar por um início de gestão conturbado no qual perdeu a maioria de vereadores da Câmara Municipal.

A CPI foi desarquivada nesta segunda-feira (2) pelo presidente da Câmara, José Cardoso, que tinha negado a abertura da CPI em abril deste ano. A medida foi solicitada pelos vereadores de oposição e autorizada por meio de liminar pela Justiça na última quinta-feira (29), por meio do juiz de Direito Adrian De Lucena Galindo.

Os vereadores da oposição alegam que negócios do prefeito, como compra de uma fazenda e de um posto de gasolina, teriam sido supostamente feitos com recursos públicos. Além disso, o prefeito está sendo acusado por populares de proibir que os moradores decorem as ruas do município com as cores da seleção brasileira.

A oposição de Correntes entrou com um pedido de CPI no início do ano, pedindo uma investigação sobre um suposto enriquecimento ilícito do atual gestor, alegando que ele constituiu um patrimônio que não condiz com seus ganhos em pouco mais de um ano de governo. Vereadores acusam o prefeito de realizar compras na cidade utilizando "laranjas" e soma "ultrapassa a cifra de R$ 1 milhão".

 

Entre as aquisições, estariam o único posto de gasolina da cidade e um terreno de 55 hectares que teria custado R$ 600 mil. Em abril, o presidente da Câmara Municipal arquivou o pedido argumentando que não era competência da Casa Legislativa investigar negócios particulares.

Segundo o líder da oposição, José Clóvis Monteiro de Vasconcelos (PP), os vereadores têm em mãos dois recibos que supostamente comprovam o envolvimento do prefeito na compra do posto e do terreno com valores incompatíveis com o seu salário (R$ 10 mil) e sua declaração de bens feita ao Tribunal Superior Eleitoral antes da eleição (R$ 34 mil).

Clóvis ressalta ter posse de um recibo da compra do terreno assinado pelo próprio prefeito. Ele teria adquirido a terra em fevereiro do ano passado, quase depois de tomar posse, dando R$ 200 mil à vista e parcelando o restante. Já o posto de gasolina, de acordo com o vereador, teria sido comprado através de um laranja. O recibo está em nome de um ex-integrante da Comissão de Licitação da Prefeitura que morou na casa do prefeito no início da gestão. Esse rapaz teria comprado o posto que ganhou a licitação para fornecer combustível à prefeitura e se mudou em seguida.

“Não sabemos onde ele está”, disse Clóvis Monteiro, avisando que os documentos também foram entregues à Polícia Federal e ao Ministério Público. Edimilson da Bahia foi procurado diversas vezes pela reportagem, porém não foi localizado.

Procurado pela reportagem, o prefeito Edimilson da Bahia, afirmou estar tranquilo sobre a condução das investigações e de que as acusações são uma tentativa de tumulto da oposição."Todas as informações são falsas. Não existe nenhum fundamento nessas acusações. Os próprios proprietários do posto de gasolina e do terreno citados na acusação já esclareceram tudo e eles têm documentos em mãos que comprovam que ambos estão em seus nomes", explicou o gestor, reafirmando que está com a consciência tranquila e que o "verdadeiro dono do posto de gasolina e do terreno, podem comprovar que declararam no Imposto de Renda, comprovando que não tenho envolvimento com esses imóveis".

Protesto sobre decorações para a Copa

O Diario recebeu um vídeo de populares de Correntes onde os mesmos cantam uma paródia da música "Coração Verde e Amarelo", da Rede Globo, com uma letra adaptada que acusa o gestor de proibir decorações nas ruas da cidade que façam alusão a Copa do Mundo (Confira no vídeo a baixo). Os moradores (Gabriel Cardoso e Tércia Nascimento) alegam que pintaram o meio fio de algumas ruas de verde e amarelo, mas que o gestor mandou desfazer a decoração. Sobre o assunto, o prefeito alegou que é a favor de toda ornamentação e de colocar bandeiras do Brasil.

"Eu sou brasileiro e a favor da Seleção. Oriento que as pessoas coloquem suas bandeiras, bandeirolas e tudo mais, só não é permitido os meios fios com as cores de partidos políticos, sejam do meu partido ou de adversários. Pintar o meio fio também fere as leis de trânsito e não posso permitir que isso aconteça", afirmou o gestor.

 

 

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