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Regulação dos meios de comunicação » Aécio diz que PT quer censusar a imprensa Tucano critica programa de governo petista que prevê a regulação dos meios de comunicação. Durante encontro com empresários, ele também cobrou regras mais claras na área econômica

Alessandra Mello

Publicação: 03/06/2014 07:37 Atualização: 03/06/2014 08:51

O senador mineiro também prometeu criar uma secretaria para
O senador mineiro também prometeu criar uma secretaria para "simplificar a questão tributária" caso seja eleito presidente em outubro. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O candidato do PSDB à Presidência da República, senador Aécio Neves, classificou de censura a regulação dos meios de comunicação. A fala do candidato é uma crítica direta ao PT que, no fim de maio, incluiu o tema em seu programa de governo. A proposta já havia sido defendida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante encontro nacional do partido. “O controle dos meios de comunicação é censura. Liberdade de imprensa é o maior valor numa sociedade democrática”, disse Aécio ontem, durante encontro com empresários. Ele afirmou ainda que a agenda, "antes tratada" nos bastidores pelos petistas, agora é defendida abertamente pelos principais líderes do partido. “Eles não estão tendo mais nenhum constrangimento de colocar essa agenda, e esse é um patrimônio que não temos sequer o direito de deixar ser ameaçado”, concluiu.

O senador mineiro também prometeu criar uma secretaria para “simplificar a questão tributária” caso seja eleito presidente em outubro. E “tolerância zero” para a inflação. Para ele, falta previsibilidade no Brasil. “As regras têm que ser claras, transparentes, e é isso que ajuda a criar um clima de estabilidade na economia, de serenidade na economia, favorável, inclusive, à retomada de investimento”. O candidato criticou o que ele chamou de “intervencionismo exagerado” e “ quebra de regras e de contratos”. “Precisamos restabelecer um ambiente de serenidade e tranquilidade para que os investimentos retornem ao Brasil e nós possamos voltar a crescer”. O candidato garantiu ainda que não vai acabar com direitos trabalhistas. “Eu fui constituinte. Ao contrário do PT , eu assinei a constituinte trabalhista. O que tenho defendido é que, a partir de demanda dos próprios sindicatos e trabalhadores, pode haver uma relação direta com empresários”, afirmou.

O presidenciável também criticou o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre do ano. Segundo ele, o valor só não foi mais vexatório graças ao agronegócio. Ainda na área econômica, Aécio disse que o governo da presidente Dilma Rousseff trata de forma “pouco amistosa” o capital privado e atacou o “viés autoritário e intervencionista” dos governos petistas. “O Brasil vive um presidencialismo quase que imperial”, disse. Segundo ele, falta vontade política do governo do PT para enfrentar questões essenciais. Na sua opinião, “o Brasil tem jeito, sim. O problema é o governo”.

Vice

Sobre a escolha de candidato a vice-presidente, Aécio disse que vai definir o nome antes do prazo estabelecido pela legislação eleitoral. Segundo ele, o nome vai ser escolhido até a primeira quinzena deste mês. “As conversas estão andando com muita naturalidade, e pretendo, sim, até o dia 14 de junho, ter esta questão resolvida. O que me alegra é ver que existem, hoje, figuras extremamente qualificadas, que se dispõem a ajudar nessa caminhada.”

Sobre a relação do PSDB com o PSB, partido do presidenciável Eduardo Campos (PE), em Minas Gerais, Pernambuco e São Paulo, Aécio disse considerar natural que o partido se alie aos tucanos nos estados em que as duas legendas já tinha alianças. “Acho que qualquer candidatura eventual que surge em Minas tem uma dificuldade enorme de combater o governo do qual ele faz parte”, disse se referindo ao PSB, que integra o governo mineiro. Se isso acontecer, lamentarei, mas não cobrarei uma recíproca na mesma moeda. Respeitarei a posição dos meus companheiros em Pernambuco, qualquer que seja ela. Eu falava que era natural que o PSB estivesse com o governador (Geraldo) Alckmin pela mesma razão que em Minas era natural, porque participam do governo Alckmin na posição que eles acharem necessário.”

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