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Esforço concentrado cancelado » Congresso Nacional já está em ritmo de férias antecipadas A promessa de votações no primeiro dia do esforço concentrado não passou de bravata. Apenas 47% dos deputados apareceram em Brasília na segunda-feira. Ideia é apreciar propostas até sexta porque durante a Copa serão somente duas sessões

Paulo de Tarso Lyra

Grasielle Castro

André Shalders - Correio Web

Publicação: 03/06/2014 07:26 Atualização: 03/06/2014 08:33

Se os deputados e senadores resolverem começar a votar hoje algum item da pauta prevista esta semana, isso não significa que o resultado necessariamente será bom para o país. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil (Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
Se os deputados e senadores resolverem começar a votar hoje algum item da pauta prevista esta semana, isso não significa que o resultado necessariamente será bom para o país. Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

Naufragou o primeiro dia de esforço concentrado marcado pelos parlamentares para tentar votar algo antes do recesso para as convenções partidárias e para a Copa do Mundo, que começa daqui a nove dias. Durante os jogos, estão previstas apenas duas sessões deliberativas. Na Câmara, às 20h20 de ontem, apenas 244 dos 513 parlamentares haviam marcado presença, o que fez com que o presidente da Casa, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), cancelasse a ordem do dia. No Senado, nem sequer teve sessão, sob a alegação de que não poderia haver votações concomitantemente com a apresentação do plano de trabalho da CPI mista da Petrobras.

Se os deputados e senadores resolverem começar a votar hoje algum item da pauta prevista esta semana, isso não significa que o resultado necessariamente será bom para o país. Estão previstas uma série de iniciativas legislativas que produzem “bondades eleitorais” ou que, simplesmente, corroem a já combalida saúde fiscal brasileira. No fim do ano passado, a presidente Dilma Rousseff convocou os líderes da base aliada para que, juntos, se comprometessem a não aprovar a chamada pauta bomba que provocasse rombos nos cofres públicos.

A proximidade do ano eleitoral e a relação conturbada do Palácio do Planalto com a própria base de apoio coloca sob ameaça esse acordo. “O governo terá que se alinhar com a base aliada. Esse desalinhamento em ano eleitoral nunca é bom”, alertou o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), um dos que não tem muitas razões para se regozijar na relação com o governo federal.

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