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Eleições de 2014 » Como pensam os presidenciáveis Pelo que Dilma, Eduardo e Aécio vêm falando em suas andanças pelo país, nos últimos meses, já dá para observar as diferenças entre eles em alguns temas citados

Correio Braziliense

Publicação: 02/06/2014 08:42 Atualização: 02/06/2014 09:51

Foto: Arte/DP/D.A. Press
Foto: Arte/DP/D.A. Press
A menos de um mês das convenções partidárias que oficializarão, perante a legislação eleitoral, a pré-candidatura de Aécio Neves (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Eduardo Campos (PSB) ao Palácio do Planalto, o debate programático intensifica-se e dá sinais do que poderá estar no programa de governo dos três principais presidenciáveis.

"Por enquanto estamos apenas lançando algumas ideias, propostas. A embocadura do programa de governo será dada ao longo da campanha. Como diz o ditado, treino é treino, jogo é jogo", brincou o deputado Marcus Pestana (PSDB-MG), um dos coordenadores da campanha tucana.

Mesmo assim, ele reconhece alguns sinais claros do que deverá vir a ser implementado em um eventual governo do PSDB. "Aécio já disse que diminuirá pela metade o número de ministérios e implementará uma meritocracia no serviço público. Ao longo das conversas que vem mantendo pelo país, vai aprofundar essas propostas".

Como senador, Aécio apresentou projeto de lei para incluir o Bolsa Família na Lei Orgânica de Assistência Social (Loas), para tentar acabar com o debate, recorrente em períodos eleitorais, de que uma eventual vitória da oposição colocaria em risco a continuidade do programa. Também tem sinalizado a busca por uma maior autonomia do Banco Central.

Nas últimas semanas, o presidenciável do PSB, o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos, gerou um debate ampliado, sobretudo com o PT, ao afirmar que pretende, em longo prazo, reduzir para 3% a taxa de inflação brasileira. Ele também foi enfático ao defender a independência do Banco Central, com eleição e mandatos fixos para os diretores da instituição.

Um dos coordenadores do programa de governo socialista, Maurício Rands afirma que o texto será baseado em planejamentos de curto, médio e longo prazo: "Estamos priorizando, nessa fase, a elaboração de ações nas áreas de micro e macroeconomia", afirmou Rands. "Além disso, vamos nos debruçar em propostas para apresentar à sociedade uma nova maneira de fazer política", acrescentou ele, lembrando que o programa está sendo elaborado com base em oficinas e encontros regionais promovidos pelo PSB/Rede.

Continuidade
Candidata à reeleição, o que, em tese, lhe garante mais tranquilidade para adiar a apresentação de um programa de governo - o documento vai conter muitas das ações já presentes ao longo do primeiro mandato - Dilma vem aproveitando os pronunciamentos para deixar claro que "jamais abandonará os trabalhadores ou implementará ações que reforcem o arrocho salaria".

No documento oficial programático apresentado no Congresso do PT e que ainda será discutido em uma comissão interna do partido, ficou acertado que Dilma intensificará o debate sobre a necessidade de uma reforma política. A proposta de um plebiscito sobre o tema será ressuscitada. Os petistas também querem inserir a ideia de regulação da mídia, mas a iniciativa já estava presente neste primeiro mandato da presidente e jamais avançou.

Para o deputado Carlos Zarattini (PT-SP), é muito bom que tanto Aécio quanto Eduardo estejam viajando o país durante a pré-campanha para debater ideias. "Nós também queremos fazer esse debate", ponderou o petista. (Do Correio Braziliense)

Saiba mais

O que eles falaram sobre temas abordados de maneira comum:

1 - Dilma Rousseff
2 - Aécio Neves
3 - Eduardo Campos

INFLAÇÃO


1 - A presidente assegura a manutenção da meta. Durante o governo, as taxas ficaram próximas ao teto, mas longe do centro planejado, de 4,5%.

2 - Candidato tucano promete esforço para atingir o centro da meta.

3 - Socialista afirma ser possível reduzir a inflação, gradativamente, para percentual emtorno dos 3%

BANCO CENTRAL

1 - Petista deve manter o modelo atual de gestão.

2 - Autonomia para blindar o BC de influências políticas.

3 -  Sinalizou a independência do BC, com mandatos fixos para os diretores.

TAMANHO DA MÁQUINA

1 - Manterá o atual formato da Esplanada.

2 - Promete reduzir a máquina para 20 pastas.

3 - Assegura que terá entre 15 e 20 ministérios.

PROGRAMAS SOCIAIS

1 - Reajustou o Bolsa Família em 10% e aposta em políticas como o Pronatec para desafogar o programa carro-chefe.

2 - Manterá o programa e apresentou projeto para que ele sejaincluído na Lei Orgânica de Assistência Social. Também defende portas de saída do benefício.

3 - Manterá o programa, embora ache que ele não tem, no modelo atual, portas de saída.

REFORMA POLÍTICA

1 - Investirá pesado no plebiscito e na reforma política defendida pelo PT, especialmente no fim do financiamento privado de campanha.

2 - Defende o fim da reeleição.

3 - Defende o fim da reeleição.

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: José Lunguinho
Nesta parte que ela diz que jamais abandonará os trabalhadores ou criará medidas que provoquem o arrocho salarial. Não acreditem. Lembrem-se da PROMESSA QUE ELA FEZ AOS APOSENTADOS QUE GANHAM ACIMA DE IUM SALÁRIO E ATÉ HOJE OS COITADOS ESPERAM PELA PROMESSA DE CAMPANHA. Não se iludam, não vão na conv | Denuncie |

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