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Análise » O peso de Barbosa na disputa eleitoral Cientistas políticos avaliam a influência nas urnas caso o presidente do Supremo Tribunal Federal decida apoiar alguma candidatura após se aposentar

Publicação: 01/06/2014 15:21 Atualização:

Para disputar, Barbosa precisaria estar filiado a um partido. Foto: Antonio Cruz/Agencia Brasil
Para disputar, Barbosa precisaria estar filiado a um partido. Foto: Antonio Cruz/Agencia Brasil
O planejamento do presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, é descansar e assistir à Copa do Mundo assim que se aposentar, mas cientistas políticos avaliam que o ministro poderá ter um peso expressivo nas eleições de outubro. Para concorrer em outubro, Barbosa deveria ter se filiado a um partido até 4 de abril. Pesquisas divulgadas antes desse prazo mostraram o bom potencial eleitoral do ex-ministro, em cenários nos quais ele aparecia como opção para o eleitor. Nos bastidores, legendas da oposição, como o PSB de Eduardo Campos e o PSDB de Aécio Neves, já se movimentam para tentar atrair o apoio do magistrado.

Mesmo entre cientistas políticos acostumados a acompanhar a evolução de cenários eleitorais, não há consenso sobre o peso de Joaquim na disputa eleitoral, caso ele decida pedir votos para algum dos candidatos. Para Antônio Augusto de Queiroz, o Toninho do Diap, Barbosa se sairia melhor no papel de candidato do que como cabo eleitoral. “Acho que ele não terá maior influência no pleito, ao decidir que não será candidato nessas eleições. As pessoas que o apoiam gostariam de vê-lo como uma opção real de poder, e não como um cabo eleitoral de outro candidato”, diz Toninho. “Ele seria um puxador de votos muito forte se estivesse na condição de candidato, ou pelo menos de filiado. Como eleitor comum, é provável aliás que ele nem queira se envolver muito no pleito desse ano”, completou o estudioso.

Já para o doutor em ciência política e professor da Universidade Estadual de São Paulo (Unesp), Milton Lahuerta, a opinião de Barbosa pode pesar no desfecho do próximo pleito, se ele decidir apoiar alguma candidatura. “Ele pode ter um papel importante nas próximas eleições. Pode usar o prestígio que ele conquistou com uma parte da população, durante esse julgamento do mensalão, para apoiar uma candidatura, que certamente seria de oposição ao governo atual”. Daqui em diante, especula Lahuerta, a manutenção do capital político do ministro dependerá da atitude adotada. “É inegável que ele auferiu um capital político importante durante a passagem pelo Supremo.”

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