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Filiação » Joaquim Barbosa volta a ser cortejado por Eduardo e Aécio Ex-governador de Pernambuco vai procurar Barbosa assim que ele deixar o STF, no dia seguinte, mas presidente da Suprema Corte vem dizendo que o jogo da política é "muito sujo"

Filipe Barros - Diario de Pernambuco

Publicação: 30/05/2014 10:32 Atualização: 30/05/2014 12:05

Presidente do STF diz que já deu sua contribuição ao país e vai se aposentar para descansar. No início do ano, ele havia dito que o partido que nutria mais simpatia era o PT, de qual, curiosamente, virou algoz, na avaliação dos próprios petistas. (Fellipe Sampaio/ SCO/STF. )
Presidente do STF diz que já deu sua contribuição ao país e vai se aposentar para descansar. No início do ano, ele havia dito que o partido que nutria mais simpatia era o PT, de qual, curiosamente, virou algoz, na avaliação dos próprios petistas.
Os dois principais adversários da presidente Dilma Rousseff (PT) na corrida presidencial deste ano, o ex-governador Eduardo Campos (PSB) e o senador Aécio Neves (PSDB), parecem animados com a aposentadoria antecipada do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, do comando da Corte. Os candidatos da oposição estão se mexendo para conquistar o apoio de Barbosa. Quando indagado sobre o cortejo, Eduardo perguntou: "Qual é o partido que não gostaria de ter um quadro como Joaquim Barbosa"?

O pré-candidato Eduardo Campos também afirmou que existe a possibilidade de conversar com Barbosa sobre uma filiação partidária, mas só após que ele deixar oficialmente a presidência do STF. "O cargo de ministro do STF é uma função incompatível com a filiação partidária". No dia que ele deixar o STF, a partir do dia seguinte, começa a possibilidade de se conversar. Porque fora disso, passa a ser um desrespeito à Suprema Corte e ao próprio ministro Joaquim Barbosa", afirmou. Eduardo afirmou ainda que o ministro teve um desempenho no Judiciário brasileiro e comenta sobre uma futura filiação."No caso de ele pensar em se filiar a um partido, teremos amigos que irão aproximá-lo do nosso partido", afirmou o socialista.

Essa não é a primeira vez que Barbosa é desejado por partidos políticos. No ano passado depois da repercussão do processo do mensalão, o ministro, principal relator da Ação Penal 470, conhecida popularmente como mensalão, chegou a ser cortejado pelos socialistas e pelos tucanos. Eduardo Campos, que preside nacionalmente o PSB, tentou convencer Joaquim Barbosa a concorrer ao Senado pela sigla, formando um palanque forte no Rio de Janeiro. Após a repercussão, o ministro soltou nota para dizer que não seria candidato a presidente da República. Mas não incluiu outros cargos eletivos na negativa. Em março deste ano, ele reiterou a deicisão."Não me vejo fazendo isso. O jogo da política é muito pesado, muito sujo. Estou só assistindo a essa movimentação", afirmou.

Pelo lado do pré-candidato Aécio Neves (PSDB), comentários de bastidores davam conta de que os tucanos estariam sondando o magistrado para compor a chapa de Aécio na posição de vice nas próximas eleições, mas o senador afirmou à Folha de São Paulo que "estas especulações estão sendo alimentadas pelo PT".

 

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