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Filiação partidária » Eduardo demonstra desejo de ver Joaquim Barbosa no PSB

Rosália Rangel

Publicação: 29/05/2014 15:51 Atualização:

Ao ser questionado nesta quinta-feira (29) sobre o anúncio da aposentadoria do ministro Joaquim Barbosa, o pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, não escondeu o desejo de ter o presidente do Supremo Tribunal Federal nas fileiras do PSB. Ele, no entanto, foi precavido ao dizer que este assunto só pode ser tratado com Barbosa depois que ele deixar a presidência do STF.

“Acho que o ministro Joaquim Barbosa teve um desempenho no judiciário brasileiro que tem o respeito do país, mas ele ainda está ministro da Suprema Corte do Brasil e não caberia um convite para que ele se filiasse a um partido político porque é incompatível”, ponderou o socialista.

Campos disse, ainda, que todos os partidos do Brasil que prezam pela justiça e pela democracia gostariam de contar com “um brasileiro que tem a história de vida e a biografia” do ministro. “Agora, essa é uma decisão (de se filiar a nenhum partido político) que ele ainda não anunciou. Desejo a ele sorte na nova etapa da vida, como cidadão, como professor de direito que ele o é e, no caso dele pensar em se filiar a algum partido, com certeza que teremos amigos em comum que poderão aproximar ele do nosso partido”, ressaltou o presidenciável.

“Agora, no dia em que ele deixar o Supremo Tribunal Federal, a partir do dia seguinte, é que começa a possibilidade de se conversar. Fora disso, passa a ser um desrespeito à Suprema Corte e ao próprio ministro Joaquim Barbosa que, como ministro da Suprema Corte, não pode ter filiação partidária”, observou Eduardo.

O convite para Joaquim Barbosa se filiar ao PSB partiu do deputado federal e ex-jogador de futebol Romário (PSB/RJ). Em novembro do ano passado, ele usou as redes sociais para elogiar o trabalho do ministro no STF pela prisão dos 11 envolvidos no julgamento do mensalão. Ao mesmo tempo, convidou Joaquim Barbosa para ingressar na sigla socialista.

Sobre a decisão do ministro de anunciar a aposentadoria, o presidenciável destacou que tal atitude (de Barbosa) já “estava previamente anunciada” de que o ministro deixaria o judiciário brasileiro quando estivesse próximo de interromper o seu mandato à frente da presidência do Supremo Tribunal Federal, que termina em novembro deste ano.
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