• (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Ditadura militar » Recife poderá ter uma comissão da verdade municipal Prefeito Geraldo Julio fez anúncio durante entrega de relatório sobre a morte de padre Antônio Henrique, no Palácio dos Manguinhos

Tércio Amaral

Publicação: 27/05/2014 20:44 Atualização:

O prefeito do Recife, Geraldo Julio (PSB), anunciou que o município deve colaborar, de forma mais incisiva, nos trabalhos das Comissões Nacional e Estadual da Memória e da Verdade, instituídas para investigar os crimes, torturas e casos de perseguição ocorridos principalmente no regime militar (1964-1985). “Vamos criar uma unidade, uma assessoria de memória e da verdade para servir com interlocutores para atuar junto às Comissões Nacional e de Permambuco”, disse ontem o gestor durante a solenidade de entrega dos resultados da investigação realizada pelo colegiado pernambucano sobre a morte do padre Antônio Henrique, em 1969, assassinado pela repressão do regime.

A declaração foi dada no Palácio dos Manguinhos, onde o arcebispo de Olinda e Recife, d. Fernando Saburido, recebeu o relatório da conclusão sobre a morte do religioso. O padre Henrique era considerado “braço direito” do então arcebispo d. Helder Camara (1909-1999). O resultado da investigação, que contém 133 páginas, foi publicado no segundo volume dos Cadernos da Memória e Verdade, publicado pela Cepe e distribuído no evento ao público. A arquidiocese também recebeu as cópias dos prontuários de d. Helder e do padre Henrique no Departamento de Ordem Política e Social (Dops), braço direito da repressão.

O coordenador-geral da Comissão de Pernambuco, o ex-deputado Fernando Coelho, declarou que a “verdade finalmente foi alcançada”. O colegiado apontou três responsáveis pela morte do religioso em 1969: o então estudante Rogério Matos do Nascimento, o menor Jerônimo Gibson Duarte Rodrigues (com 17 anos na época e sobrinho do promotor José Bartolomeu Gibson) e os investigadores de polícia Humberto Serrano de Souza e Rível Rocha, este último já falecido. A irmã do padre Henrique, a professora Izaíras Padovan diz que a justiça não foi feita e que a família pretende, com o resultado, entrar com uma ação no Tribunal Internacional de Haia.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.