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Mundial » Para deputado, integração das polícias deve ser grande legado da Copa Em debate na Câmara, delegado afirma que o País está preparado para lidar com manifestações durante o mundial.

Agência Câmara

Publicação: 27/05/2014 18:42 Atualização: 27/05/2014 18:48

A integração das polícias pode ser o grande legado da Copa do Mundo de 2014. A opinião é do presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara, deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), que defendeu essa tese depois de audiência pública que discutiu, nesta terça-feira (27), a estrutura de segurança para o mundial.

Avelino visitou o centro de controle montado em Brasília para a Copa e saiu de lá muito bem impressionado. "Não apenas a infraestrutura, mas, sobretudo, os núcleos de coordenação nos estados, tendo as polícias Federal, Militar e Civil em total interação merecem destaque”, apontou.

Na avaliação do parlamentar, a estratégia utilizada nos grandes eventos deve ser aplicada em toda a sociedade. “Por que a segurança pública no Brasil não vai para frente? Porque cada um quer cuidar de si. Há questões corporativas e nós precisamos acabar com isso, pois quem sofre é a população ", declarou.

Forças Armadas - Além das polícias, também as Forças Armadas estão envolvidas na segurança da Copa do Mundo. De acordo com o gerente de operações de segurança e inteligência para grandes eventos do Ministério da Defesa, coronel Antônio Ruy Costa Junior, 57 mil integrantes do Exército, da Marinha e da Aeronáutica vão trabalhar no mundial – desde 2012, foram investidos R$ 709 milhões para essa atuação.

Costa Junior disse que a principal preocupação é evitar ações terroristas. Mil e cem homens integram uma força especial destinada a essa tarefa, segundo o coronel. “A melhor ferramenta é o esforço maciço em inteligência. Temos diversas agências no Brasil e no exterior trocando informações de maneira que haja a prevenção de possíveis atos terroristas”, informou.

Nesse sentido, acrescentou o coronel, foi realizado há 15 dias em Goiânia, sede do comando de operações especiais, um treinamento conjunto com todas as polícias dos estados.

A estrutura de segurança está baseada em dez eixos, que incluem sistema de comunicação militar por satélite, segurança cibernética e controle do espaço aéreo em dias de jogos, entre outros. "Haverá restrição aérea uma hora antes das partidas e de três a quatro horas depois, no perímetro dos estádios", comentou Costa Junior.

Manifestações - O delegado de Polícia Federal Rodrigo Avelar, da Secretaria Extraordinária de Segurança para os Grandes Eventos, afirmou que as equipes estão preparadas para lidar com manifestações populares, como as ocorridas durante a Copa das Confederações, no ano passado. O desafio, conforme ele, é garantir que protestos legítimos possam ocorrer e que só os excessos sejam coibidos.

O delegado disse ainda que os policiais receberam treinamento e vão usar armamento não letal nesse tipo de confronto.

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