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Isolado » "Cura gay" condenada pelo próprio autor Isolado após declarações contra a apresentadora Xuxa, Pastor Eurico (PSB-PE) deve ver seu projeto de lei naufragar na Câmara como consequência de sua atitude

Ana Luiza Machado

Publicação: 23/05/2014 08:41 Atualização: 23/05/2014 17:31

Foto:Gabriela Korossy/ Câmara dos Deputados
Foto:Gabriela Korossy/ Câmara dos Deputados

Um dia após ter dado declarações contra a apresentadora Xuxa Meneghel, durante sessão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o deputado federal Pastor Eurico (PSB-PE) se encontra isolado, sem apoio da bancada evangélica, destituído da CCJ e correndo o risco de sofrer retaliações no partido. Se o cenário para Eurico não é bom, seus companheiros de segmento acreditam que pior pode ser o rumo que o projeto de sua autoria (PDC 1457/2014), apelidado de “Cura Gay”, pode tomar.

Defensores do projeto e integrantes da bancada evangélica atribuem à postura radical do pastor Eurico, como a da última quarta-feira com “rainha dos baixinhos”, a inviabilização da aprovação da matéria. “Até a semana passada, o projeto tinha chances de tramitar normalmente, mas depois da declaração desastrosa, por falta de habilidade do parlamentar, ele mesmo inviabilizou o projeto dentro da comissão (de Direitos Humanos). Não se aprova nada sem debater, sem agregar, com desequilíbrio e intolerância”, ponderou o deputado Anderson Ferreira (PR-PE).

Outro ponto negativo seria o fato de o socialista ter reapresentado o projeto da “Cura Gay” sem ter discutido antes com o presidente da Frente Parlamentar Evangélica, deputado Pastor Paulo Freire (PR-SP), e com os demais membros para buscar apoio. “Sem apoio ali dentro, não se vai para lugar nenhum”, comentou um parlamentar em reserva.

Dentro do PSB, o secretário-geral do partido, Carlos Siqueira, lembrou que o seguimento LGBT da sigla já ingressou com uma representação contra o projeto de autoria do deputado. “De fato, não podemos antecipar nada sobre o que pode acontecer com o deputado dentro do partido. Ele tem direito à defesa. Mas sabemos que sua postura não corresponde com as diretrizes do partido”, disse Siqueira. Depois do parecer do Conselho de Ética, o processo passará por uma avaliação da direção do partido, que, segundo Siqueira, tomará as medidas cabíveis.

A reportagem tentou entrar em contato com o Pastor Eurico, mas seu telefone estava desligado em todas as tentativas.

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