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São Paulo » Rede Sustentabilidade já dá como certa aliança do PSB com Geraldo Alckmin Aliados aguardam o retorno da ex-senadora Marina Silva para comunicar decisão

Tércio Amaral

Publicação: 22/05/2014 12:47 Atualização: 22/05/2014 14:08

Foto: Bruno Peres/CB/D.A Press
Foto: Bruno Peres/CB/D.A Press

Apesar das tentativas do grupo da ex-senadora Marina Silva em lançar uma candidatura própria para o governado do estado de São Paulo, o partido deve mesmo seguir o caminho trilhado inicialmente pelo PSB. Os socialistas estão a um passo de sacramentar a aliança com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), que disputará a reeleição no maior colégio eleitoral do país. Nesta sexta-feira (23), o ex-governador de Pernambuco e pré-candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, participa de uma solenidade na Assembleia Legislativa de São Paulo e terá um encontro com o deputado federal Márcio França, cotado pelo partido a assumir o cargo de vice na chapa tucana.

Oficialmente, a Rede e o PSB adotam um discurso mais diplomático. O deputado Márcio França, por exemplo, que é cotado como candidato ao governo pelo PSB, diz que tudo não passa de especulações. “Isso é especulação. A gente tem candidato próprio. Estamos avaliando qual a melhor maneira de disputar a eleição. Eduardo Campos vai analisar qual o melhor caminho e tomará a decisão”, disse, por telefone, ao Diario. Perguntado sobre a possibilidade de ser vice na composição de Alckmin, como planejava antes da filiação da ex-senadora Marina Silva ao PSB, o deputado brincou: “Do jeito que a bolar vier, a gente chuta”.

 

Boa parte dos integrantes da Rede Sustentabilidade ainda não ingeriu a composição. O partido, que está embarcado no PSB, levanta a bandeira da “nova política”, uma espécie de “esquerda verde”, com o discurso ambientalista. O sociólogo Mateus Prado, que chegou a ser cotado como pré-candidato da Rede ao governo paulista, negou a aliança com os tucanos e fez duras críticas a esta movimentação. “Nós temos um projeto de Brasil. Temos consciência disso. Como explicar ao eleitor de Minas e São Paulo, grandes colégios eleitorais do país, que temos um candidato nacional diferente do local?”, indagou.

“Minha filiação ao PSB é solidária, mas eu sou da Rede. Eu não duvido que o França tenha feito isso (a aliança). Mas, se tiver feito, a Rede não estará lá”, completou. Em São Paulo, o vereador Ricardo Young (PPS), que também está “embarcado” na Rede, é cotado como o candidato na composição ao Senado. “Uma minoria que pode apoiar isso. Uma minoria que não tem vergonha na cara. Nós, inclusive, temos uma menção negando qualquer tipo de aliança com o PSDB ou suas sub-legendas”, criticou Mateus. Caso a aliança seja sacramentada, alguns filiados da Rede pensam em deixar um espaço em branco nos materiais de campanha em referência ao espaço ao governador Geraldo Alckmin.

Antes a filiação da ex-senadora Marina Silva ao PSB, o partido se movimentava em São Paulo para apoiar à reeleição do governador Geraldo Alckmin. A ex-verde e parte da Rede, no entanto, se posicionaram contra a aliança. O mesmo aconteceu em estados como Minas Gerais e Goiás. Em Minas, o PSB deve romper com o PSDB e lança a candidatura do deputado federal Julio Delgado ao governo. Em Goiás, a aliança com o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM) não foi adiante por conta da resistência de Marina. O parlamentar é um dos expoentes da bancada ruralista.

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