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Aliança » Sem quebra de acordo entre PSB e PSDB Eduardo Campos alegou ontem que não há qualquer trato com o PSDB que condicione o apoio tucano em Pernambuco a uma aliança entre os dois partidos em Minas

Rosália Rangel

Publicação: 21/05/2014 09:37 Atualização: 21/05/2014 10:38

Eduardo lembrou que a união do PSB com o PSDB de Minas existe desde a reeleição de Aécio (2006) para o governo. Foto: Humberto Pradera/Divulgacao (Humberto Pradera/Divulgacao)
Eduardo lembrou que a união do PSB com o PSDB de Minas existe desde a reeleição de Aécio (2006) para o governo. Foto: Humberto Pradera/Divulgacao

Um dia após o diretório do PSB de Minas Gerais reagir contra a aliança com o PSDB, o pré-candidato do partido à Presidência da República, Eduardo Campos, foi ainda mais contundente ao falar sobre o provável fim da parceria com os tucanos na eleição para o governo mineiro. Ontem, na Bahia, o socialista negou, em entrevista, ter quebrado, como alegam os tucanos, o acordo selado com o presidenciável tucano Aécio Neves. No dia 21 de fevereiro, Aécio saiu de uma reunião na casa do socialista, no Recife, afirmando que o PSB teria aberto mão de lançar candidato em Minas em favor do PSDB. Em troca, os tucanos apoiariam Paulo Câmara (PSB).

Eduardo lembrou que a união do PSB com o PSDB de Minas existe desde a reeleição de Aécio (2006) para o governo e depois com Antônio Anastasia (ex-governador). Ele contou também ter recebido o apoio dos tucanos e do PT para eleger Márcio Lacerda (PSB) prefeito de Belo Horizonte, em 2008.

“Agora, estamos vivendo uma nova fase. Uma nova eleição. O PSB recebeu, em outubro, a Rede Sustentabilidade e os companheiros do PSB e da Rede entendem que depois da escolha dos candidato do PSDB (ao governo do estado, o ex-ministro Pimenta da Veiga) é hora do PSB ter candidatura”. Diante da postura dos aliados mineiros, Campos garantiu que não irá interferir no processo e caberá ao diretório estadual decidir pela candidatura própria ou pela aliança com os tucanos.

“Gosto de ter minha opinião respeitada, para tanto respeito a opinião dos outros. O PSB vai tomar essa decisão no Congresso Estadual (previsto para 21 de junho) ouvindo a opinião de todos”, disse. Ele observou, ainda, que as articulações do PSB estão sendo feitas “a luz do dia”, dando, inclusive, segundo ele, tempo para o PSDB tomar as decisões que entender e onde queira tomar. “Agora, ninguém pode impor uma aliança aos outros. Aliança se faz em torno de ideias e com a opinião de todos”, enfatizou o socialista.

O conflito de Minas deve refletir em outros estados, onde tucanos e socialistas caminhavam uma parceria. Em Pernambuco, por exemplo, a adesão ao palanque de Paulo Câmara (PSB) foi abalada e corre o risco de retroceder.

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