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Manifestação » Pressão contra governo aumenta hoje, com protesto de policiais na Esplanada Apesar de governo avisar que não tolerará greves, agentes de, pelo menos, 13 unidades da Federação param por 24 horas com apoio das polícias Militar, Federal e Rodoviária Federal

Ana Pompeu - Correio Braziliense

Grasielle Castro

Publicação: 21/05/2014 07:32 Atualização:

Sob ameaça de endurecimento do Palácio do Planalto em relação a movimentos grevistas de agentes de segurança pública, policiais promovem hoje manifestação relâmpago. Pelo menos 13 unidades da Federação terão os serviços da Polícia Civil paralisados por 24 horas. O ato conta com apoio das polícias Militar, Federal e Rodoviária Federal, nesses casos, engrossando a marcha marcada para a tarde de hoje em Brasília. Cerca de 8 mil pessoas são esperadas na Esplanada. As lideranças do movimento alertam que este é apenas o primeiro aviso e que novas paralisações podem ser marcadas a depender do andamento das negociações.

Interlocutores do governo afirmam que greves na área de segurança não serão toleradas. Caso os agentes de segurança continuem as mobilizações neste período que antecede a Copa do Mundo, o Planalto aposta na Força Nacional para driblar os efeitos das paralisações e garantir a tranquilidade do evento esportivo. Na semana passada, durante greve da Polícia Militar em Pernambuco, tropas da Força Nacional e do Exército foram convocadas para conter os saques e os crimes. O Exército, inclusive, está nas ruas da capital federal, em treinamento para a atuação durante o Mundial (leia mais na página 27). No entanto, não há sobreaviso em relação ao movimento das forças policiais.

O ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, disse ontem que não acredita que haverá um movimento de policiais durante o evento esportivo. “Nós estamos apostando no bom-senso das pessoas. E acreditamos que essa movimentação não vai acontecer durante a Copa, porque acreditamos que as pessoas têm responsabilidade e sabem o que significa para o país um evento como esse”, disse. Segundo ele, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, conversou com comandantes das polícias e tem estimulado um “comportamento adequado”. Carvalho citou o episódio de greve em Pernambuco, onde houve saques e confusões, como exemplo dos prejuízos que a paralisação pode provocar “para o povo”. “E imaginamos não precisar usar nenhuma força para complementar esse serviço”, acrescentou.

Estados afetados

Unidades da Federação onde os policiais civis paralisam as atividades hoje:

» Alagoas, Amazonas, Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Maranhão, Distrito Federal e Tocantins

Unidades que não paralisam, mas apoiam o movimento:
» Mato Grosso do Sul, Goiás, Pará e Santa Catarina

Programação:

» Os protestos começam por volta das 14h, em frente ao Museu Nacional da República, com a concentração da Polícia Civil do DF. A partir das 15h, manifestantes de outros estados se juntam a eles. O plano é seguir em passeata até o Ministério da Justiça, onde as lideranças do movimento pretendem entregar uma carta ao ministro José Eduardo Cardozo. No local, o grupo decidirá se caminha até a Praça dos Três Poderes.

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