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Disputa » Sileno diz que Armando só teve sucesso ao representar patrões

João Vitor Pascoal - Diario de Pernambuco

Publicação: 20/05/2014 11:37 Atualização: 20/05/2014 12:34

 Presidente do PSB fez crítica mais contudente a Armando desde o início da campanha. Foto: Teresa Maia/DP/D.A.Press/Arquivo (Teresa Maia/DP/D.A.Press )
Presidente do PSB fez crítica mais contudente a Armando desde o início da campanha. Foto: Teresa Maia/DP/D.A.Press/Arquivo
A disputa pelo governo do estado começou a ganhar contornos mais definidos. Hoje (20), o presidente estadual do PSB, Sileno Guedes, fez a crítica mais dura deste o início da campanha ao pré-candidato do PTB ao governo do estado, Armando Monteiro, de quem seu partido foi aliado até outubro de 2013. Sileno Guedes questionou a capacidade administrativa do petebista e afirmou que a qualidade de gestor propagada pela pré-campanha de Armando não existe. "A tão propagada experiência, a tão propagada qualidade de gerenciar é na verdade uma falácia. Eu desconheço qualquer representatividade administrativa dele em cargos públicos", enfatizou.

O presidente socialista voltou a vincular a imagem de "patrão" a Armando, destacando que apenas nessa posição ele foi bem sucedido. "Ele sempre representou as indústrias, ou seja, os patrões. Eu desconheço qualquer sucesso a não ser quando representou os patrões", ressaltou Sileno, referindo-se ao período em que Armando presidiu a Federação das Indústrias de Pernambuco (FIEPE) e Confederação Nacional das Indústrias (CNI).  

As declarações de Sileno foram dadas um dia após Armando Monteiro participar de inaugurações e assinaturas de ordens de serviço de unidades do Sesi em Ribeirão e Moreno, ações do Sistema S que fazem parte da CNI. Na aocasião, inclusive, o prefeito de Moreno, Adilson Gomes Filho (PSB), conhecido como Dilsinho, classificou as inaugurações como atos de uso eleitoral. Sobre isso, Sileno Guedes afirmou que o PSB vai analisar o ocorrido e estudar se cabe algum tipo de ação junto à Justiça Eleitoral. O senador, por sua vez, ainda não foi localizado. "Eles têm um terreno reduzido em Pernambuco e por isso transformam atos que não têm caráter eleitoral em outra coisa", disparou o socialista. 

Panos quentes

Sileno Guedes também falou sobre o estremecimento entre o PSB e PSDB no cenário nacional. Mesmo com a decisão de o PSB em ter um candidato próprio ao governo de Minas Gerais, onde a aliança entre socialistas e tucanos era dada como certa até o início do mês, Sileno Guedes acredita que o PSDB não tomará a mesma atitude por aqui. Na visão dele, a aliança entre socialistas e tucanos no estado não é motivada por nenhum acordo, e sim por um projeto. "Na verdade, o PSB e PSDB têm uma relação histórica em Pernambuco. O que nos une aqui em Pernambuco não é nenhum acordo, é uma parceria histórica. É uma relação já bastante consistente entre os partidos e o que mais importa é o projeto", destacou.

Ao contrário do que foi sinalizado na semana passada por Daniel Coelho (PSDB), que afirmou que o PSB poderia "esperar sentado" por seu apoio à campanha de Paulo Câmara (PSB), Sileno apostou na aproximação das eleições como fator que trará todos para a campanha. "A campanha vai se intensificar e os candidatos proporcionais vão se integrar, nós contamos com esse apoio", afirmou.

Apesar de confiante, Sileno foi ponderado, afirmando que "cada partido tem seu tempo" para tomar decisões. Ele destacou que a ampla aliança articulada pela Frente Popular é um fator de atração que o PSB pode oferecer aos seus aliados.

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