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Negociação » Lyra consulta autoridades para resolver impasse da greve da PM Governador de Pernambuco chegou a pedir conselhos a governadores do Nordeste, à presidente Dilma Rousseff e ao ex-governador e presidenciável Eduardo Campos

Rosália Rangel

Publicação: 16/05/2014 08:47 Atualização: 16/05/2014 11:42

Foto: Roberto Ramos/DP/DA Press
Foto: Roberto Ramos/DP/DA Press

Até chegar a decisão que a melhor solução para conter a insegurança no estado seria recorrer às tropas federais, o governador João Lyra Neto (PSB) conversou com muita gente. Foram várias consultas feitas por telefone a autoridades,  e desabafos, a exemplo das palavras ditas à presidente Dilma Rousseff (PT) no final da tarde da última terça-feira, a quem confessou estar diante de “um impasse”. Disse que foi por isso que pediu ajuda à Força Nacional e ao Exército para suprir a ausência dos policiais militares.

O governador acreditava que estava perto de um desfecho quando foram apresentadas, na última terça-feira, propostas para três dos quatro itens da pauta de reivindicações. Mas os grevistas não aceitaram a justificativa de que o governo não poderia conceder os reajustes (30% no salário do oficiais e 50% para os praças) e do vale-alimentação (de R$ 154,00 para R$ 500,00) em razão dos limites impostos pela lei eleitoral.

Enquanto duraram as negociações que, segundo informações de bastidores, o governo procurou esgotar em busca de um acordo, Lyra se preparou para enfrentar o momento de maior pressão: a insegurança no estado.

Na última terça-feira, o governador deixou o Palácio depois da meia-noite, quando terminou uma reunião com os secretários escalados para acompanhar o passo a passo do movimento.
Nas conversas, Lyra contou com o reforço da secretária de Segurança Nacional do Ministério da Justiça, Regina Miki, que se reuniu algumas vezes com o procurador-geral do estado, Thiago Norões, e tratou dos detalhes da chegada das tropas federais. Para adotar a medida, o governador consultou, ainda, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/PE).

A consulta de João Lyra

Com quem o governador conversou antes de pedir a ajuda das tropas federais

Dilma Rousseff (PT) - presidente da República

Falou com a presidente por telefone no final da tarde da última terça-feira. O governador afirmou que estava diante de um impasse e por isso teria solicitado a presença de tropas federais.

José Eduardo Cardozo - ministro da Justiça

João Lyra conversou algumas vezes com o ministro para obter explicações sobre quais os mecanismos que precisava adotar para solicitar tropas federais para reforçar a segurança no estado.

Jaques Wagner (PT) - governador da Bahia
Recentemente, em abril, precisou do reforço de tropas federais para reforçar a segurança no estado devido à greve da PM

Teotônio Vilela Filho (PSDB) - governador de Alagoas
Em dezembro de 2013, o governador alagoano teve que lidar também com uma greve da Polícia Militar e recorreu à Força Nacional

Eduardo Campos (PSB) - pré-candidato à Presidência da República

João Lyra conversou algumas vezes com o ex-governador que sugeriu ações para contribuir com as negociações.

Regina Miki - Secretaria Nacional de Segurança Pública do Ministério da Justiça

A secretária chegou ao Recife na última segunda-feira. Participou das reuniões que trataram do movimento e da decisão de solicitar tropas federais.

Secretários estaduais

Luciano Vasquez - Casa Civil
Mário Cavalcanti - Casa Militar
José Neto - Administração

Os três foram convocados por João Lyra para formar a comissão que tratou diretamente do movimento e acompanhou todos os passos dados pelo governador desde a decretação até o fim da greve.

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