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Embate » Aécio diz que falhas atormentam Lula Tucano classifica como 'bobagem' artigo em que o petista afirma que segmentos torcem pelo fracasso da Copa. Para ele, o texto reflete a constatação de erros na execução de obras

Isabella Souto -

Publicação: 16/05/2014 07:02 Atualização: 16/05/2014 10:02

%u201CTalvez seja o ex-presidente atormentado por aquilo que o ministro Gilberto Carvalho já disse, que seu governo fracassou e falhou na execução de muitas dessas obras (da Copa)%u201D, afirmou Aécio Neves. Foto: Marcelo Sant'Anna/EM/D.A Press  (Marcelo Sant'Anna/EM/D.A Press )
%u201CTalvez seja o ex-presidente atormentado por aquilo que o ministro Gilberto Carvalho já disse, que seu governo fracassou e falhou na execução de muitas dessas obras (da Copa)%u201D, afirmou Aécio Neves. Foto: Marcelo Sant'Anna/EM/D.A Press

A 28 dias da Copa do Mundo, o maior evento esportivo do planeta foi motivo de novo embate ontem entre PT e PSDB – os dois principais partidos a disputarem a Presidência da República nas eleições de outubro. O senador e pré-candidato tucano, Aécio Neves, disse que o ex-presidente Luíz Inácio Lula da Silva (PT) deve estar “atormentado”– em resposta a artigo publicado pelo petista no jornal espanhol El País, em que escreveu que “há segmentos” que parecem torcer pelo fracasso da Copa no Brasil para se viabilizar eleitoralmente.

“Talvez seja o ex-presidente atormentado por aquilo que o ministro Gilberto Carvalho já disse, que seu governo fracassou e falhou na execução de muitas dessas obras (da Copa)”, afirmou Aécio Neves, que participou ontem em São Paulo de reunião com coordenadores de sua campanha. Para o senador mineiro, que também preside o PSDB nacional, as declarações de Lula são uma “grande bobagem”. “Todos nós somos brasileiros e vamos torcer para que o Brasil vença esta Copa”, completou. No entanto, ele ressaltou que várias obras de mobilidade urbana prometidas pelo governo federal não foram concluídas.

O senador aproveitou ainda para destacar que o governo Dilma Rousseff (PT) está “muito assustado antes da hora”, em razão de pesquisas de intenções de votos que apontam o desejo de mudança por parte de 70% dos entrevistados. E criticou o que qualificou de “terrorismo” promovido pelo PT na propaganda partidária veiculada nas emissoras de rádio e televisão. A mensagem passada pela publicidade é a de que é preciso ter medo de uma volta ao passado com a perda de avanços conquistados pelo país nos últimos 12 anos – período em que o Brasil vem sendo governado pelo PT.

Para o tucano, com o programa, o PT “carimba na sua própria testa um atestado de fracasso. Se, depois de praticamente 12 anos governando o Brasil, o que eles têm a oferecer aos brasileiros é o terrorismo, é o medo, acho que é muito pouco", disse. “Tenho absoluta convicção de que os brasileiros não estão com medo da volta ao passado, estão com medo de o PT continuar no governo", ponderou. O pré-candidato do PSDB já havia dito, esta semana, em nota, que o PT “não se envergonha de assustar e ameaçar a população para tentar se manter no poder”.

Meio Ambiente

A campanha do PSDB ganhou ontem o reforço do ambientalista Fabio Feldmann, ex-colaborador da ex-senadora Marina Silva (PSB), cotada para candidatar-se a vice-presidente na chapa encabeçada por Eduardo Campos (PSB). Um dos principais nomes do setor, o ex-deputado federal constituinte é responsável por grande parte da legislação ambiental brasileira e tem atuação destacada como fundador e primeiro presidente da Fundação SOS Mata Atlântica, além de membro do Conselho do Greenpeace Internacional, da Conservation Internacional (CI) e do Global Reporting Initiative (GRI).

“Estamos montando um time extraordinário que criará um conjunto de propostas. Um time que não é do PSDB apenas, mas a favor do Brasil. Fabio é uma das mais respeitadas lideranças, nacional e internacionalmente, na área da sustentabilidade. Poderemos ter propostas atuais e ousadas para garantir o desenvolvimento sustentável do Brasil”, afirmou o pré-candidato, ao anunciar o nome do aliado, em reunião no diretório do PSDB em São Paulo. A economista Carla Grasso foi confirmada como coordenadora executiva do plano de governo tucano, comandado pelo ex-governador de Minas Gerais Antonio Anastasia (PSDB).

Nanicos

O secretário da Casa Civil do governo de São Paulo, Edson Aparecido, foi escalado para fazer a ponte entre Aécio Neves e um bloco de seis partidos nanicos na campanha nacional tucana. A articulação envolve o PTN, PTC, PT do B, PMN, PSL e PEN. Cálculos do PSDB apontam que o grupo traria 20 segundos para a propaganda eleitoral da chapa. Graças ao apoio já garantido do DEM e do Solidariedade, o PSDB teria até agora pouco mais de quatro minutos.


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