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Pacto pela Vida » João Lyra segue no desafio de acabar a greve sem melindrar a corporação militar

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 15/05/2014 11:51 Atualização: 15/05/2014 13:58

Governador, ao centro, enfrenta um dos maiores desafios do seu breve governo (Aluisio Moreira/SEI.)
Governador, ao centro, enfrenta um dos maiores desafios do seu breve governo
A previsão de que a greve dos Policiais Militares de Pernambuco seria encerrada o mais rápido possível, feita ontem pelo pré-candidato do PSB ao governo do estado, Paulo Câmara, ainda está longe de acontecer. Só às 16h, o governador João Lyra (PSB) está recebendo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para discutir questões de segurança de estado e o melhor caminho para encerrar a paralisação, que fere a Constituição Federal. Pouco mais de um mês depois de assumir o governo, Lyra está enfrentando uma situação que só foi vivenciada, em Pernambuco, nos governos de Miguel Arraes (PSB) e de Jarbas Vasconcelos (PMDB), respectivamente em 1997 e 2000.Na época, tais paralisações desgastaram a imagem de Arraes, que tentou a reeleição em 1998, e atingiram a reeleição de Roberto Magalhães (então PFL) à Prefeitura do Recife.

Até ontem, João Lyra conversou com outros governadores que enfrentaram situações semelhantes, como o de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB) e o da Bahia, Jaques Wagner (PT), e com o próprio Eduardo Campos (PSB).Para argumentar com a corporação em greve, sua defesa foi fazer o balanço dos investimentos feitos na segurança desde o início da gestão de Eduardo, mostrando a variação de remuneração básica de todos os postos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, desde o período de 2007 a 2014. Segundo o governo, por exemplo, todas as patentes militares tiveram ganhos de 100% acima da inflação no início do ano.

Populacao de Abreu e Lima aproveitou greve da Policia Militar, realizada na quarta-feira (14),  para saquear lojas do comercio da BR 101. Houve confrontos contra as policias civil e Rodoviaria Federal. (Ricardo Fernandes/DP/D.A Press)
Populacao de Abreu e Lima aproveitou greve da Policia Militar, realizada na quarta-feira (14), para saquear lojas do comercio da BR 101. Houve confrontos contra as policias civil e Rodoviaria Federal.
Ainda não se sabe, contudo, a extensão do desgaste político provocado pela greve, nem se atinge Paulo Câmara, que será o candidato de Eduardo e do próprio João Lyra.  A PM não fez paralisações como essa no governo Eduardo, mas lideranças do movimento disseram que passaram por muitas pressões para manter os índices de homicídio em queda nos últimos sete anos, algumas estão no limite. Será um desafio para João Lyra manter o diálogo com os grevistas, renovar o incentivo da tropa e acabar a greve sem mais sequelas para a população. O Pacto pela Vida, que já foi premiado até pela Organização das Nações Unidas, foi a principal vitrine do governo Eduardo Campos. Se virar vidraça, será um problema. Um eventual retrocesso não atinge só a política ou a imagem do governo estadual e do Brasil diante de uma Copa que se avizinha, mas afeta diretamente vidas. E essas não são apenas números. 

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