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Investigação » Mantega se esquiva sobre compra de refinaria em depoimento na Câmara Guido Mantega não integrava o conselho em 2006, quando a presidente Dilma Rousseff, na época ministra da Casa Civil, assinalou positivamente para a compra de Pasadena

Naira Trindade - Correio Braziliense

Publicação: 15/05/2014 07:41 Atualização:

Contrariando a afirmação do ex-presidente da Petrobras Sergio Gabrielli de que só agora foi possível avaliar que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, era um mau negócio, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse nessa qurata-feira, na Câmara dos Deputados, ter rejeitado a aquisição dos outros 50% da refinaria em 2008. De acordo com o discurso do ministro, dois anos após fechado negócio, o Conselho de Administração da Petrobras percebeu que o investimento não havia compensado.

Guido Mantega não integrava o conselho em 2006, quando a presidente Dilma Rousseff – à época ministra da Casa Civil, assinalou positivamente para a compra de Pasadena. “O deputado força a barra aqui para que eu me manifeste sobre uma reunião em que eu não estava”, reclamou Mantega. “Já quando foi apresentado resumo para comprar os 50% da refinaria eu estava lá e fui contra. O conselho como um todo rejeitou a compra da segunda parte”, disse.

Uma decisão da Justiça Arbitral impôs a aquisição da outra metade de acordo com a cláusula Put Option presente no contrato. Apesar de ter reforçado o discurso de Dilma ao garantir que as cláusulas (Put Option e Marlim) foram realmente omitidas do resumo técnico, Mantega reconheceu que deve ter havido longa discussão sobre a compra. “Eu não estava lá, mas tenho certeza de que houve um debate sobre a compra, como é de costume”, enfatizou. Para o ministro, a situação econômica do país mudou muito de 2006 para 2008, o que influenciou os resultados do negócio.

Insatisfeita com as explicações do ministro, a oposição pretende acionar Dilma judicialmente pelo prejuízo à petroleira. O deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ) informou que o Democratas deseja processar a presidente por improbidade administrativa na compra da refinaria. O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE), classificou as explicações de Mantega como uma “tentativa de disfarçar e desviar o foco da comissão que é Pasadena”.


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