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Primeiro aliado » Partido Solidariedade fecha apoio a Aécio Em evento recheado de críticas ao governo da presidente Dilma, partido criado em 2013 formaliza apoio à candidatura do tucano ao Palácio do Planalto e indica nome para vice

Étore Medeiros

Publicação: 14/05/2014 07:40 Atualização:

'É uma caminhada que começa de forma adequada, discutindo o Brasil, apontando os equívocos do atual governo, que nos legará essa herança maldita de inflação alta e do crescimento baixo', disse Aécio Neves, senador e pré-candidato à Presidência da República durante evento em que recebeu o apoio de militantes do Solidariedade. Foto: George Gianni/Divulgação (George Gianni/Divulgação)
'É uma caminhada que começa de forma adequada, discutindo o Brasil, apontando os equívocos do atual governo, que nos legará essa herança maldita de inflação alta e do crescimento baixo', disse Aécio Neves, senador e pré-candidato à Presidência da República durante evento em que recebeu o apoio de militantes do Solidariedade. Foto: George Gianni/Divulgação

O Solidariedade (SDD) se tornou nessa terça-feira o primeiro partido a apoiar formalmente a candidatura do senador Aécio Neves (PSDB-MG) à presidência da República, e também o primeiro concorrente à vaga de vice-presidente do tucano. Em evento repleto de militantes, que entoavam palavras de ordem de apoio a Neves, parlamentares de ambos os partidos discursaram contra o governo Dilma Rousseff e a favor da renovação da política nacional. Mais importante do que uma opção de vice, o senador mineiro tem agora o apoio da Força Sindical, entidade que aglutina 16 milhões de trabalhadores afiliados a 2,3 mil sindicatos.

“Ele já tem assumido alguns compromissos com os trabalhadores, como a correção da tabela do Imposto de Renda, a política de salário mínimo e a valorização do salário dos aposentados”, enumerou o deputado federal Paulinho da Força (SP), fundador e presidente do SDD. Ele ressaltou que a decisão por Aécio foi unânime entre os membros da executiva nacional do partido, e ofereceu ao senador o nome de Miguel Torres, presidente da Força Sindical, como opção para a vice-presidência. “Há quatro anos, acreditamos que teríamos um governo que iria ouvir os trabalhadores, que iria ouvir os empresários; mas o governo não ouve mais os trabalhadores, e só ouve alguns empresários”, criticou Torres.

"É um nome extremamente qualificado e será avaliado pelo conjunto dos partidos que fazem parte dessa aliança. Recebo o nome do companheiro Miguel como uma contribuição extremamente positiva, que mostra o engajamento do Solidaridade e da própria Força Sindical nesse projeto”, comemorou Aécio, que celebrou o evento de ontem como “o ato político mais importante dessas eleições, até o momento”. O pré-candidato afirmou que avaliará a indicação do SDD e vai divulgar a decisão sobre o vice antes da convenção do PSDB, marcada para 14 de junho.

O tucano recebeu uma série de propostas do SDD. “É uma caminhada que começa de forma adequada, discutindo o Brasil, apontando os equívocos do atual governo, que nos legará essa herança maldita de inflação alta e do crescimento baixo”, criticou.

PETROBRAS

O tucano fez referências às denúncias de irregularidades na Petrobras. “Queremos um governo que respeite o patrimônio público, não ocupe as nossas principais empresas levando-as a prejuízos. Vamos restabelecer a ética e a decência no uso do dinheiro público. O Brasil não aceita mais falta de planejamento e falta de compromisso”, disse Aécio.

O senador é um dos parlamentares que vêm articulando a criação de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) mista para investigar a Petrobras. O presidente do Solidariedade também disparou contra a gestão petista, que, segundo ele, teria cometido um “crime contra a estatal”. “Não é possível que nossa empresa, que valia R$ 500 bilhões, hoje valha R$ 179 bilhões. Precisamos fazer todo o esforço para saber quem roubou e quem vai para a cadeira nessa questão. Nosso partido e os militantes sindicais vão estar à disposição da sua candidatura”, disse Paulo Pereira.

Aécio se afirmou que vai trabalhar pela “recuperação da indústria brasileira”, que, segundo ele, “foi sucateada e desmontada” durante os 12 anos em que o país foi administrado pelos petistas. “Vamos caminhar juntos por cada canto desse país. Vamos dizer que é possível dar ao trabalhador mais esperança, saúde digna, segurança na sua porta, educação de qualidade. Só assim vamos romper a barreira do crescimento pífio ao qual estamos vinculados”, afirmou o tucano em seu discurso.

Ele prometeu ainda que vai manter a política de reajuste real do salário mínimo e que adotará a inflação com tolerância zero. “Porque é ela que corrói o salário daqueles que mais precisam. Hoje, selamos um pacto que vai muito além da aliança entre dois partidos. O que queremos não é um país para todos na propaganda, mas um Brasil para todos no cotidiano”, completou Aécio.

 

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