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Aliança com o PSDB » Governador de Minas defende que PP deixe a base do governo e apoie Aécio Em Minas, o PP já acertou aliança com tucanos para as eleições deste ano

Étore Medeiros

Publicação: 14/05/2014 07:28 Atualização:

'O governo que aí está exauriu a sua proposta. O senador encarna, pela biografia política e pela capacidade de gestão demonstrada, as condições para ser o futuro presidente na nação' - Alberto Pinto Coelho (PP), governador de Minas (E), durante encontro em Brasília com os principais nomes do partido. Foto: Bruno Peres/CB/D.A Press (Bruno Peres/CB/D.A Press)
'O governo que aí está exauriu a sua proposta. O senador encarna, pela biografia política e pela capacidade de gestão demonstrada, as condições para ser o futuro presidente na nação' - Alberto Pinto Coelho (PP), governador de Minas (E), durante encontro em Brasília com os principais nomes do partido. Foto: Bruno Peres/CB/D.A Press

Mesmo no controle do Ministério da Integração Nacional e tendo sido recentemente agraciado com a direção da Companhia Hidrelétrica do São Francisco, a participação do PP na campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) é de probabilidade duvidosa. Setores do partido, que compõe a base do governo federal, começam a se movimentar em busca de uma aliança formal com o PSDB do senador Aécio Neves (MG), também candidato ao Palácio do Planalto. Alberto Pinto Coelho (PP), governador de Minas Gerais, esteve nessa terça-feira em Brasília para tentar convencer o presidente da sigla, senador Ciro Nogueira (PI), a apoiar o movimento de migração para o lado do tucano.

“O partido hoje é base do governo. Sabemos que no país existe o presidencialismo de coalizão, mas esse apoio no Congresso Nacional se extingue quando se tem a perspectiva de uma nova realidade no contexto da política nacional, com as candidaturas que estão postas”, justifica Pinto Coelho. O governador ressalta a necessidade de respeito às realidades regionais, mas prega que “o partido tem que tomar o seu destino”. “Advogamos pela busca de um consenso para um alinhamento com a candidatura do senador Aécio Neves, por entendermos que o governo que aí está exauriu a sua proposta, e que o senador encarna, pela biografia política e pela capacidade de gestão demonstrada, as condições para ser o futuro presidente na nação.”

Aécio Neves ressalta os apoios “extremamente importantes” que tem recebido do PP em alguns estados, mas evita opinar sobre as decisões internas da sigla. “Há uma manifestação de setores do PP a favor da nossa candidatura, mas essa é uma decisão que cabe ao partido, não cabe a mim. Vamos aguardar para que o partido possa, majoritariamente, escolher o seu caminho”, defende. O senador também aponta a importância dos contextos regionais, que, “nesta eleição, podem se sobrepor à realidade nacional.”

Na composição costurada por Aécio para o governo de Minas, o PP seria contemplado com o candidato a vice-governador. O nome escolhido pela legenda é o do atual presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Dinis Pinheiro.

Plano B

Alianças entre tucanos e pepistas já estão em estágio avançado de negociação em Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Amazonas e Alagoas – e também podem se concretizar em Goiás e na Paraíba, segundo o governador mineiro. Caso o almejado consenso em torno da candidatura de Aécio Neves não se concretize, no entanto, setores do partido já trabalham com um plano B, para evitar o desgaste de um racha na sigla em pleno ano eleitoral. A ideia é não manifestar apoio formal a nenhum candidato, liberando os diretórios estaduais a se coligarem livremente, e evitando que eles façam campanha contra a orientação nacional.

“Não havendo condições de apoiar a candidatura de Aécio Neves, que não haja nenhuma oficialização de apoio formal e se mantenha a neutralidade. Isso repetiria o que, com muita sabedoria, o Francisco Dornelles fez em 2010 – mesmo que ele, presidente do partido, tenha apoiando a candidatura de Dilma Rousseff. Essa foi uma decisão sábia, que não criou constrangimentos em nenhuma região do país”, lembra a senadora Ana Amélia (PP-RS), que defende o apoio formal ao tucano.

Para bater o martelo, além dos problemas regionais, o partido deve levar em consideração outro fator importante nas eleições: a composição do horário de propaganda eleitoral televisiva. Há no PP quem defenda que a neutralidade no pleito de outubro pode trazer a vantagem de municiar com preciosos instantes na televisão tanto o PT, quando o PSDB e, de sobra, ainda acariciar o PSB de Eduardo Campos, uma vez que quando não é destinado a um candidato específico, o tempo é direcionado proporcionalmente entre todos os concorrentes. A decisão sobre o apoio do PP deve ser tomada na convenção nacional do partido marcada para junho.

 

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