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Palanque em Brasília » Prefeitos cobram aumento de repasses de fundos de candidatos à presidência Administradores chegam a Brasília para debates com os presidenciáveis. Para confederação nacional, nenhum deles tem propostas interessantes

Naira Trindade - Correio Braziliense

Publicação: 13/05/2014 07:12 Atualização:

Sem identificar propostas atraentes dos presidenciáveis aos municípios, prefeitos fazem palanque hoje, em Brasília, para tentar convencer candidatos a lutarem por seus pleitos (veja quadro). Até quinta-feira, a 17ª Marcha a Brasília em Defesa dos Municípios, da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), reunirá cerca de cinco mil prefeitos para debateram com os postulantes à Presidência da República.

A presidente Dilma Rousseff será a primeira a se reunir com o grupo, na abertura oficial do evento hoje. Além de Dilma, uma comitiva de ministros deve participar do encontro. Na quarta-feira, prefeitos acompanharão debates realizados separadamente com os candidatos ao Planalto: o senador Aécio Neves (PSDB), o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), o senador Randolfe (PSol) e pastor Everaldo (PSC).

O presidente da Confederação Nacional dos Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, não está muito confiante na recepção dos candidatos aos pedidos dos prefeitos. “Com honestidade, não vejo nenhuma proposta até agora que incursione nessa direção. Até porque os partidos políticos não mudaram”, reclamou. “Propostas para o cidadão, eu não vi (sic). E ninguém vai debater a saúde, educação de qualidade”, enfatiza Ziulkoski.

A caminhada em prol dos municípios virou tradição. Todos os anos, chefes de executivos municipais vêm à capital defender o aumento nos repasses do fundo de participação. Porém, segundo Ziulkoski, a crise nas prefeituras têm se agravado com a obrigação de os municípios arcarem com novos programas de governo sem reajuste dos repasses. “As desonerações do IPI e do Imposto de Renda, por exemplo, impactaram o FPM em R$ 77 bilhões entre 2008 e 2012, valor que corresponde a nada menos que 26,4% de todo o fundo distribuído nesses cinco anos. Ou seja, apenas nesse período, foi retirado do Fundo o equivalente a um ano do FPM em desonerações”, disse Ziulkoski.

 

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