• (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Tensão » Rede e PSB viram "panela de pressão" em São Paulo

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 10/05/2014 08:01 Atualização: 13/05/2014 12:08

Escritor Célio Turino (de chapéu ao lado de Marina) é um dos pré-candidatos da Rede em São Paulo. Ele está disputando a indicação com outros nomes como o do vereador Ricardo Young (PPS). Foto: Foto: Gilberto Tavares/Rede/Divulgação  (Foto: Gilberto Tavares/Rede/Divulgação)
Escritor Célio Turino (de chapéu ao lado de Marina) é um dos pré-candidatos da Rede em São Paulo. Ele está disputando a indicação com outros nomes como o do vereador Ricardo Young (PPS). Foto: Foto: Gilberto Tavares/Rede/Divulgação
Coordenador da Rede em São Paulo, o historiador e escritor Célio Turino disse ao Diario que o manifesto divulgado pelo PSB no estado paulista fez "uso indevido do seu nome" ao externar que ele concordava com a tese de que, nas próximas eleições, o PSB apoiasse a reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB), ao passo de que a Rede seguiria seus planos e subiria no palanque do pré-candidato do PSOL, Wladimir Safatle, ou de “qualquer outro candidato”.

Célio Turino falou com o Diario sobre o assunto após o documento do PSB chegar às suas mãos. O texto é endereçado às lideranças socialistas e diz, em 14 pontos, não fazer sentido o PSB ter candidatura própria sem qualquer  estrutura em São Paulo, além de defender a reeleição de Alckmin e criticar a postura da Rede em relação ao deputado federal Márcio França (PSB/SP), um dos caciques nacionais da legenda socialista. Segundo o documento, a Rede estaria tentando desconstruir a imagem de França nas redes sociais e na imprensa. Turino negou o veto a França, contou ter conversado com o deputado e externado sua real posição. Já França não deu retorno às ligações da reportagem.  Veja abaixo entrevista de Turino.

Como coordenador da Rede, como o senhor viu o manifesto que foi divulgado pelo PSB de São Paulo? Houve um racha?
Reconhecemos a tentativa de formação de opinião por parte do PSB. No entanto, nós seguimos com a proposta de que é fundamental para a chapa de Eduardo e Marina ter uma candidatura própria em relação em São Paulo. O documentou fez um uso da minha posição que considero indevido. Houve, em algumas conversações, análises de conjecturas e isso foi uma análise, mas não é nossa opinião de que essa é a alternativa prioritária. Pode até vir a acontecer isso (de o PSB e a  Rede saírem separados). Mas não queremos esse caminho.

O PSB está ressentido, diz que houve um veto ao nome do deputado federal Márcio França  para concorrer ao governo de São Paulo mesmo depois de o PSB acolher a Rede com muito boa vontade.  
Não vetamos o nome dele, o que nós dissemos é que consideramos é ele não representaria o perfil de uma candidatura mais vinculada aos movimentos de junho do ano passado, ao ativismo, aos movimentos sociais. (Sobre vetos), consideramos que,  em momento algum, houve opinião formal da Rede nesse sentido. Estamos buscando uma alternativa comum. Com relação à candidatura do Márcio, nós dissemos que avaliávamos que não era uma alternativa adequada, mas isso não é um veto.
Tanto o deputado federal Walter Feldman (Rede/PSB) quanto Mateus Prado (Rede) retiraram o nome deles para facilitar o processo de diálogo e reconhecemos, em convenção, o nome de alguns companheiros para disputar a eleição, entre eles o meu, o de João Paulo Copabianco… A gente está apresentando alternativas e achamos que o mais interessante é ter uma candidatura que leve o número 40.

Quem vai ter a palavra final sobre isso?
 Temos mais 50 dias até a definição final  e o fundamental é manter uma relação de diálogo respeitoso.

O documento do PSB também dá a entender que Geraldo Alckmin vai fazer corpo-mole na campanha do presidenciável do PSDB, o senador Aécio Neves, e apoiar Eduardo Campos. Isso procede?
Eu acredito que não. O número que vai aparecer na campanha eleitoral, na campanha de Aécio e de Alckmin é o 45, mas o que a gente quer é que o número que apareça seja  o de Eduardo Campos. No fundo, essa a diferença entre o PSB e a Rede.  Na campanha (se o PSB estiver coligado com o PSDB) os candidatos do PSB não vão poder fazer campanha formal com o nome de Eduardo.  

A crise está grande então?
Não interpretamos esse manifesto como um motivo de crise e de desgaste, muito pelo contrário. Respeitamos a opinião e vamos rebater para o diálogo comun. Eu até falei com Márcio França e achei indevido eles me citarem no manifesto, mas continuo insistindo numa alternativa. Devemos buscar um candidato comum para o PSB.

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »

Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.