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Crise » PSB divulga íntegra de "manifesto paulista" e expõe racha interno PSB se queixa de marineiros, que estariam descontruindo imagem de Márcio França

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 09/05/2014 09:54 Atualização: 09/05/2014 12:00

Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press
Foto: Alcione Ferreira/DP/D.A Press

Manifesto que chegou às mãos do Diario após ser divulgado pelo PSB em São Paulo expõe sérios conflitos entre o PSB e a Rede, queixa-se do discurso feito pelos seguidores da ex-senadora Marina Silva para desconstruir a imagem do presidente estadual paulista, o deputado federal Márcio França, e revela que o governador Geraldo Alckmin (PSDB) pode realmente fazer corpo-mole na campanha de Aécio Neves (PSDB), como se suspeitava. Veja a íntegra do manifesto abaixo. O documento vazou na madrugada às 22h00 da última quinta-feira (8).

 

Manifesto Paulista pela vitória de Eduardo/Marina

Nós, prefeitos, vice-prefeitos, deputados federais, deputados estaduais, vereadores, ex-prefeitos, ex-deputados e pré-candidatos 2014, todos do estado de São Paulo, mas, antes e acima de tudo, Militantes do PSB, nos sentimos na obrigação de tornar Pública e Oficial nossa posição em relação às eleições 2014, em nosso Estado:

1 - O PSB/SP, seguindo orientação da Direção Nacional, disputou, com candidatura própria, o Governo do estado nas três últimas eleições.

2 - Autorizado pela Direção Nacional, aceitou convite para participar do governo do PSDB, assumindo a Secretaria de Estado de Turismo. Naturalmente, esta parceria ampliou a relação PSB/PSDB, no estado de São Paulo, o que possibilitou o apoio recíproco em diversas e importantes cidades paulistas, onde o PSB foi vitorioso: Campinas, São José do Rio Preto, entre outras.

3 - Também, em consonância com a Direção Nacional, recebeu diversas pré-candidaturas oriundas de dissidências do PSDB e aliados, tanto para deputado federal, quanto para estadual. Visando a atrair os votos do PSDB paulista, que não são simpáticos à candidatura de Aécio Neves à Presidência da República, o PSB/SP estreitou as relações com o governador e com todo o governo paulista. Tal estratégia foi a mesma adotada pela Direção Nacional do PSB nos estados de MG, PR, AL, PA, entre outros. Aliás, esse era o indicativo tomado pela executiva nacional do PSB:
- onde houvesse real possibilidade de vitória, lançaríamos candidato a governador. Onde não houvesse, não coligaríamos com PT e usaríamos como estratégia a divisão dos votos do outro concorrente.

4 - Vale ressaltar que desde a primeira hora, o PSB/SP foi um forte defensor-incentivador da saída do partido do Governo Dilma e do lançamento da candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República.

5 - Ainda, em atendimento à Direção Nacional, O PSB/SP acolheu prontamente a REDE, compartilhando desde sua sede-física até cargos de direção do partido, mantendo reuniões constantes visando à integração e ao engajamento dos militantes.

6 - No início deste ano, o Presidente do PSB/SP informou à sua Executiva que a REDE/Nacional defendia, como estratégia em São Paulo e em outros estados, o lançamento de candidaturas próprias aos Governos.

7 - Mesmo contrariando sua estratégia inicial, o PSB/SP aquiesceu a ideia e indicou o nome do Deputado Federal Marcio França para disputar a vaga de candidato ao Governo de São Paulo.

8 - Para nós, a indicação era e é inconteste, já que se trata do nome do presidente do PSB em São Paulo, o Deputado Federal Márcio França, que além de preencher os requisitos de formação, fidelidade partidária e trajetória política, ainda tem o mérito de ser o principal responsável pela reconstrução do PSB no estado e pelo sucesso da última eleição que resultou na maior bancada socialista na Câmara dos Deputados.

9 - Entretanto, para nosso espanto e indignação, temos assistido, pela mídia e pelas redes sociais, a um verdadeiro massacre e um total desrespeito ao PSB e ao nome e história de vida do Deputado Márcio França. Fomos surpreendidos pela informação de que a REDE/SP, além de vetar o nome do companheiro, apresentou nomes que consideramos inconsistentes para a relevância do cargo. O veto ao nome do partido é inadmissível.

10 - Defendemos que o lançamento de uma candidatura com a conformação defendida pela REDE ou uma candidatura em conflito com a REDE (sem expressão, sem tempo de televisão, sem recursos e contrariando a nossa militância partidária) coloca em risco o projeto nacional. O PPS também já se manifestou contrário a essa proposta.

11 - Ressaltamos que estamos a um mês das convenções, o PSB/SP não reuniu ainda seus candidatos Federal/Estadual (250 líderes Políticos) com os candidatos da chapa presidencial, nem seus prefeitos, vereadores, enfim, estamos vivendo um empasse que poderá nos levar a um prejuízo irreparável.

12 - Da mesma forma, impossível imaginar uma campanha para o governo de São Paulo enfrentando o conflito diário e o desgaste que essa situação trará, tanto para o candidato a governador, como para a candidatura presidencial.

13 - Assim, tendo em vista a importância do estado de São Paulo para a eleição de Eduardo Campos/ Marina, DEFENDEMOS que:
A REDE/SP tenha autonomia para apoiar a candidatura de Wladimir Safatle-PSOL (ou outro candidato qualquer) para o Governo do estado de São Paulo;
O PSB/SP fique liberado para seguir sua estratégia anteriormente traçada: de apoio à candidatura de Geraldo Alckimin ao Governo do estado de São Paulo. O PSDB oferece para PSB/PPS, a vaga de vice-governador e, possivelmente, a vaga de senador.
Esta decisão teria o apoio do PPS e do coordenador da REDE/SP - companheiro Célio Turino e principalmente preservaria todas nossas forças políticas na defesa da candidatura Presidencial de Eduardo Campos / Marina Silva, que é o nosso principal objetivo nessa eleição

14 - Certos de contar com a habitual sabedoria e bom senso do companheiro Eduardo Campos e da Executiva Nacional do PSB, bem como com a compreensão da REDE/Nacional, para que alcancemos nosso principal objetivo que é a vitória de EDUARDO CAMPOS/MARINA SILVA, subscrevemos:

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