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Congresso Mineiro de Municípios » Pré-candidatos ao governo de MG fazem o primeiro embate eleitoral durante congresso O petista Fernando Pimentel e o tucano Pimenta da Veiga usaram suas palestras no congresso de municípios para exaltar qualidades de Dilma e de Aécio

Juliana Cipriani -

Publicação: 09/05/2014 07:33 Atualização:

Sem se encontrar, mas disputando o mesmo público, os dois pré-candidatos que polarizam a disputa pelo governo de Minas tiveram ontem o primeiro embate eleitoral, que transformaram em ringue para medir forças entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB). O “quase encontro” foi no 31º Congresso Mineiro de Municípios, no Expominas. Enquanto o ex-ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior Fernando Pimentel (PT) se esforçou para mostrar sintonia com a petista, chegando até a antecipar um anúncio da presidente, o ex-ministro das Comunicações Pimenta da Veiga (PSDB) gastou quase todo o tempo de sua fala para criticar o governo federal e pregar a necessidade de fazer de Aécio presidente.

Pimenta e Pimentel chegaram juntos, devido a um atraso de cerca de uma hora do petista, mas não se encontraram, já que as equipes de ambos armaram um esquema para evitar que se cruzassem. Primeiro a falar para os prefeitos, Fernando Pimentel concentrou o discurso nas regras de distribuição e recursos e encargos aos entes federados. Se colocando como ex-prefeito de Belo Horizonte, o petista se mostrou solidário às demandas dos prefeitos, principalmente na luta pelo aumento do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

O pré-candidato do PT saiu em defesa da presidente Dilma e disse que, apesar de o governo ter concedido as isenções no Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) que geraram queda no FPM, ela deu aporte às prefeituras de 1% no ano passado. O ex-ministro de Dilma aproveitou para dizer que ela deve dar mais dinheiro na próxima marcha dos prefeitos a Brasília, que ocorre na semana que vem. “O governo vai discutir com prefeitos e prefeitas a possibilidade de estender de novo, de fazer um novo aporte, talvez seja até um aporte definitivo. Estou antecipando isso aqui. Depois talvez até a presidente puxe minha orelha”, afirmou, arrancando aplausos dos prefeitos.

Ao mesmo tempo, Pimentel tentou desviar o foco das queixas dos prefeitos, propondo uma solução de âmbito estadual. Falando como pré-candidato ao Palácio da Liberdade, o petista afirmou que, se eleito, vai batalhar por uma revisão na distribuição do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Ele lembrou que 75% do tributo é dividido tendo como critério o desempenho econômico da cidade. Pimentel afirmou ser necessária uma reforma que substitua o Valor Adiconado Fiscal (VAF) por critérios mais equilibrados. Ele também disse que pretende rever e simplificar a Lei Robin Hood, que distribui os outros 25% do ICMS em Minas Gerais, adotando como pontos para repartir a verba a população, extensão territorial e a renda per capita do município.

Ao responder perguntas da plateia, Pimentel criticou a segurança no estado. “Não é uma sensação artificial de insegurança. Ela é real e piorou muito em Minas Gerais”, afirmou, alegando que essa é a principal demanda percebida nas cidades que visitou.

 

‘Apelação eleitoral’

Antes de entrar na sala, Pimenta da Veiga classificou a antecipação do anúncio de Dilma por Pimentel uma apelação eleitoral e emendou com uma crítica que se estendeu por toda a palestra aos prefeitos e vereadores: a condenação das promessas de Dilma. “Vocês que estão próximos à BR-381, quantas promessas ouviram de que a rodovia seria duplicada? Sabemos que na semana que vem vão prometer de novo, mas quantos quilômetros foram feitos? Nada”, afirmou o pré-candidato tucano, se referindo à nova visita da presidente Dilma Rousseff (PT) a Minas Gerais, prevista para segunda-feira.

Pimenta começou falando dos feitos do então governador Aécio Neves em Minas Gerais, passou pela gestão do sucessor Antonio Anastasia e acabou dizendo que o estado avançou apenas pelo esforço dos mineiros, sem o apoio do governo federal. O tucano disse que nada foi feito pelo metrô de Belo Horizonte e que o mais “constrangedor” foi o estado perder indústrias que, por influência do governo Dilma, foram “desviadas” para estados como Pernambuco e Bahia.

Depois de exaltar o Plano Real dos tucanos e colocar o governo petista como responsável pela volta da inflação, Pimenta disse que a única coisa que não cresce no Brasil é o Produto Interno Bruto (PIB). “É um pibinho vergonhoso”, afirmou. Na sequência, o tucano comparou a pré-candidatura de Aécio Neves ao movimento dos mineiros que levou Juscelino Kubitschek à Presidência. “Se Aécio for eleito presidente, será muito bom para o Brasil, mas melhor ainda para Minas Gerais”, disse.

O pré-candidato também fez promessa pelo presidenciável, que chegou a constar da programação oficial do evento promovido pela Associação Mineira de Municípios mas cancelou a visita por causa de agenda no Congresso. “Não é justo fazer desonerações às custas dos municípios sem oferecer compensação. O presidente Aécio Neves haverá de mudar isso”, afirmou, conseguindo mais aplausos e simpatia dos prefeitos. Depois de defenderem seus candidatos em nível nacional, Pimenta e Pimentel sinalizaram a intenção de, se eleitos, fazer governos em parceria e ouvindo os prefeitos.

 

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