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Eleições presidenciais » Fernando Bezerra Coelho diz que PSB pode apoiar o PT num eventual segundo turno

Tércio Amaral

Publicação: 08/05/2014 12:24 Atualização: 08/05/2014 13:12

O PSB não ficará neutro num eventual segundo turno entre a presidente Dilma Rousseff (PT) e o senador Aécio Neves (PSDB) nas eleições presidenciais deste ano. Esta é a avaliação do pré-candidato ao Senado por Pernambuco e ex-ministro da Integração Nacional Fernando Bezerra Coelho (PSB). Apesar de não trabalhar com a possibilidade do ex-governador e também presidenciável Eduardo Campos deixar de disputar o segundo turno, o socialista acredita que o seu partido tem mais pontos em comum, no quesito político, com o PT, partido em que atualmente milita na esfera da oposição no governo federal.

“O PSB vai tomar posição”, disse ao Diario, na manhã desta quinta-feira (7), em seu escritório no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. “Quem vai para o segundo turno é Eduardo Campos. Todas as pesquisas mostram que a população quer o novo. E ele representa isso”, argumentou. Perguntado pela segunda vez, já num cenário entre Dilma Rousseff e Aécio, Bezerra não foi categórico, mas apostou que a aliança que será firmada é com o PT. “Politicamente, é mais provável que o PSB apoie o PT, mas tudo vai depender da campanha, o cenário pode mudar neste período”, completou.

 

Numa entrevista publicada nesta quinta-feira (7) pelo jornal Folha de S. Paulo, a ex-senadora Marina Silva criticou a tentativa de alguns setores políticos de comparar Eduardo Campos ao senador Aécio Neves. Os dois políticos, apesar de militarem em campos opostos, mantém uma boa relação.  “O PSDB sabe que já tem o cheiro da derrota no segundo turno e o PT já aprendeu que a melhor forma de ganhar é contra o PSDB”, disse a ex-senadora. Segundo Marina, Eduardo Campos estará no segundo turno e “é sem dúvida mais competitivo que Aécio".

No início da semana, o ex-governador de Pernambuco recebeu da Câmara de Vereadores de Belo Horizonte o título de cidadão. Na ocasião, o socialista argumentou que existem diferenças entre ele e Aécio Neves, como também em relação a ex-aliada, a presidente Dilma Rousseff (PT), que disputará à reeleição. "Somos de partidos diferentes, tempos posições diferentes sobre uma série de temas e acho que democraticamente vamos explicitar isso ao longo do debate", disse, referindo-se a Aécio.

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