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Denúncia » Ex-diretor da Petrobras relata ameaça na prisão

Agência Estado

Publicação: 08/05/2014 09:24 Atualização:

O engenheiro Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, escreveu da carceragem da Polícia Federal em Curitiba uma carta de punho próprio em que afirma ter sido “de novo ameaçado” por um agente policial. O bilhete foi anexado por sua defesa a um pedido de habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Costa está preso desde 20 de março sob suspeita de liderar com o doleiro Alberto Youssef um “grande esquema de lavagem de dinheiro” desarticulado pela Operação Lava Jato, da PF.

Ele é alvo de duas ações judiciais, abertas pela Justiça Federal com base na investigação da PF e denúncias da Procuradoria da República. Em uma ação, o ex-executivo da estatal petrolífera é acusado de tentar destruir provas contra a organização criminosa que, segundo a denúncia, realizava evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Quando a PF fazia buscas na residência de Costa, no dia 17 de março, familiares dele teriam retirado papéis e arquivos do escritório de sua empresa, a Costa Global.

No outro processo, a Procuradoria acusa o engenheiro por 413 operações de lavagem de dinheiro que teria sido arrecadado por meio de crimes contra a administração pública - peculato e corrupção. A Lava Jato indica que Costa e Youssef, que também está preso, se associaram para tentar obter a primazia de contratos milionários de órgãos públicos, como a Petrobrás e o Ministério da Saúde.

A investigação revela que o doleiro presenteou o ex-diretor da estatal com uma Land Rover Evoque, de R$ 250 mil. A PF investiga envolvimento de outros funcionários da Petrobras.

A PF já pediu remoção do engenheiro para o presídio de segurança máxima de Catanduvas, a 470 quilômetros de Curitiba. O estabelecimento é reservado aos presos de alta periculosidade. A Justiça Federal pediu à Procuradoria da República que se manifeste sobre a transferência de Costa.Ainda não há decisão sobre o deslocamento do acusado.

Costa ficou preso inicialmente na Custódia da PF. No dia 28 de abril, foi removido para uma prisão estadual do Paraná. No dia 3 de maio, voltou para a PF porque a administração penitenciária do Estado alegou que não tinha como garantir sua segurança e integridade.

É a segunda vez que Costa usa da estratégia do bilhete em que narra ameaças. Na nova carta, 24 linhas manuscritas em folha de papel almaço, o ex-diretor da Petrobras assina Paulo R. Costa e afirma que sofreu ameaças do “mesmo agente da PF” que já o teria pressionado no início de abril. No entanto, o ex-diretor não cita o nome do policial nem identifica as testemunhas que afirma existirem da suposta ameaça.

Segundo ele, o agente federal o abordou “neste domingo dia 28 último” - o domingo a que se refere foi 27. O policial lhe teria dito: “Você falou que tinha sido ameaçado por mim e o delegado falou comigo. Eu não terei mais nenhuma boa vontade com você”. Costa diz que passou o fim de semana fechado, “sem banho e caminhada por 48 horas, no sábado e no domingo”. Segundo ele, o policial o advertiu. “Você tem que tomar no meio do olho. É por isso que você não vai mais sair daí’.” A PF não comentou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.O engenheiro Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, escreveu da carceragem da Polícia Federal em Curitiba uma carta de punho próprio em que afirma ter sido “de novo ameaçado” por um agente policial. O bilhete foi anexado por sua defesa a um pedido de habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Costa está preso desde 20 de março sob suspeita de liderar com o doleiro Alberto Youssef um “grande esquema de lavagem de dinheiro” desarticulado pela Operação Lava Jato, da PF.

Ele é alvo de duas ações judiciais, abertas pela Justiça Federal com base na investigação da PF e denúncias da Procuradoria da República. Em uma ação, o ex-executivo da estatal petrolífera é acusado de tentar destruir provas contra a organização criminosa que, segundo a denúncia, realizava evasão de divisas e lavagem de dinheiro.

Quando a PF fazia buscas na residência de Costa, no dia 17 de março, familiares dele teriam retirado papéis e arquivos do escritório de sua empresa, a Costa Global.

No outro processo, a Procuradoria acusa o engenheiro por 413 operações de lavagem de dinheiro que teria sido arrecadado por meio de crimes contra a administração pública - peculato e corrupção. A Lava Jato indica que Costa e Youssef, que também está preso, se associaram para tentar obter a primazia de contratos milionários de órgãos públicos, como a Petrobrás e o Ministério da Saúde.

A investigação revela que o doleiro presenteou o ex-diretor da estatal com uma Land Rover Evoque, de R$ 250 mil. A PF investiga envolvimento de outros funcionários da Petrobras.

A PF já pediu remoção do engenheiro para o presídio de segurança máxima de Catanduvas, a 470 quilômetros de Curitiba. O estabelecimento é reservado aos presos de alta periculosidade. A Justiça Federal pediu à Procuradoria da República que se manifeste sobre a transferência de Costa.Ainda não há decisão sobre o deslocamento do acusado.

Costa ficou preso inicialmente na Custódia da PF. No dia 28 de abril, foi removido para uma prisão estadual do Paraná. No dia 3 de maio, voltou para a PF porque a administração penitenciária do Estado alegou que não tinha como garantir sua segurança e integridade.

É a segunda vez que Costa usa da estratégia do bilhete em que narra ameaças. Na nova carta, 24 linhas manuscritas em folha de papel almaço, o ex-diretor da Petrobras assina Paulo R. Costa e afirma que sofreu ameaças do “mesmo agente da PF” que já o teria pressionado no início de abril. No entanto, o ex-diretor não cita o nome do policial nem identifica as testemunhas que afirma existirem da suposta ameaça.

Segundo ele, o agente federal o abordou “neste domingo dia 28 último” - o domingo a que se refere foi 27. O policial lhe teria dito: “Você falou que tinha sido ameaçado por mim e o delegado falou comigo. Eu não terei mais nenhuma boa vontade com você”. Costa diz que passou o fim de semana fechado, “sem banho e caminhada por 48 horas, no sábado e no domingo”. Segundo ele, o policial o advertiu. “Você tem que tomar no meio do olho. É por isso que você não vai mais sair daí’.” A PF não comentou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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