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Sexo e drogas em pauta » Por dar entrevista polêmica à Playboy, Marco Feliciano pode perder o título de "pastor"

Tércio Amaral

Publicação: 07/05/2014 09:55 Atualização: 07/05/2014 10:10

Foto: Tulio Santos/EM/D.A Press
Foto: Tulio Santos/EM/D.A Press

A Convenção Fraternal das Assembleias de Deus no Estado de São Paulo (Confradesp) poderá cassar o título de pastor do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP). O religioso e político está sendo alvo de uma investigação interna após ter dado uma entrevista à revista Playboy no mês de abril. Na publicação, Feliciano afirmou que alguns homens sentem tara por sexo anal, mas que nunca fez. O pastor também declarou que já experimentou cocaína e que não conseguiu utilizar maconha porque teria se “engasgado”.

 

Nesta terça-feira (6), o Ministério do Belém no Estado de São Paulo, órgão consultivo da Assembleia de Deus que reúne oito mil pastores, decidiu abrir uma apuração contra Marco Feliciano no conselho de ética. A investigação pode terminar com uma advertência ou até o “descredenciamento pastoral”, ou seja, a expulsão do religioso da igreja. A assessoria do pastor disse que ele não falaria sobre o caso, mas que considera normal um “pedido de explicações”.

Na entrevista de oito páginas, Feliciano também declarou seu antigo sonho de ser presidente do Brasil. Aliás, o religioso chegou a ser cotado como candidato do partido. O PSC avalia, no entanto, que por conta da notoriedade obtida pelo religioso no ano passado, quando presidiu a Comissão de Direitos Humanos na Câmara, ele seja um “puxador de votos” em São Paulo.

Sua passagem pela Comissão rendeu diversos protestos de grupos sociais organizados, como os movimentos gay, feminista e negro. Ainda no ano passado, durante seu período à frente da Comissão, foi aprovado o projeto 234/11, também conhecido como a “cura gay”, que permitia psicólogos a tratar homossexuais que não se aceitam e querem mudar de orientação sexual. A relatoria do projeto foi do deputado federal de Pernambuco Anderson Ferreira (PR). A pauta foi rejeitada e não entrou em votação na Câmara.

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