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Polêmica » Divergências e afinidades entre Eduardo Campos e Aécio

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 06/05/2014 11:09 Atualização: 06/05/2014 11:19

Ainda pisando em ovos, Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) começam a expor divergências políticas. Cada um, a seu modo, querendo conquistar um lugar ao sol e chegar ao segundo turno contra a presidente Dilma Rousseff (PT). Veja quadro, abaixo, de propostas que os separam e que os unem.

 

Pontos de divergências
Eduardo Campos tem divergências com Aécio no tocante a leis que tratam de comportamento. O socialista, por exemplo, é contra a legalização da maconha, Aécio Neves e grande parte dos caciques do PSDB, como Fernando Henrique, é a favor.

Eduardo Campos é contra a redução da maior idade penal, de 18 para 16 anos. Aécio defende a redução quando o menor cometer crime hediondo, como estupro, ou for reincidente.

Eduardo Campos comprometeu-se em não fazer mudanças nos direitos dos trabalhadores, enquanto Aécio estuda mudanças na Consolidação das Leis Trabalhistas. O tucano diz estar fazendo esse estudo com um grupo de trabalhadores e empregadores.

A reforma tributária é vista como necessária por Eduardo Campos e Aécio Neves, porém o tucano acredita que ela pode ser feita em seis meses, de forma consensual, enquanto Eduardo aposta numa mudança fatiada, que só passe a valer a partir de 2018.

Eduardo Campos defende um mandato de três anos para o presidente do Banco Central e uma lei que institucionalize a sua autonomia. Aécio Neves quer um mandato de quatro anos e não acha necessária a aprovação de uma lei.

Pontos de convergências
Eduardo Campos e Aécio Neves são formados em economia. Aécio começou a trabalhar como secretário particular de Tancredo Neves em 1982, na disputa pelo governo de Minas. Eduardo tornou-se chefe de gabinete de Arraes em 1987.

Eduardo e Aécio usam dois termos semelhantes nos discursos políticos. Quando falam em administração do estado, citam “choque de gestão e política de resultados”.

Aécio Neves diz que, se ganhar a eleição, não teme adotar medidas impopulares. Eduardo Campos afirmou que, se vencer, o Brasil não poderá subsidiar mais o preço da gasolina, que deve aumentar.

Eduardo e Aécio se afinam no tocante ao debate sobre os municípios. Ambos defendem um novo Pacto Federativo no Brasil que proporcione uma maior distribuição de recursos para as cidades e menos concentração nas mãos do governo federal

Aécio Neves e Eduardo Campos defendem o corte de ministérios para cerca da metade do número que existe hoje em dia, 39.

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