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Fórum de Comandatuba » Empresariado vê Marina como entrave para Campos

Agência Estado

Publicação: 04/05/2014 09:15 Atualização: 04/05/2014 11:54

Aécio Neves e Eduardo Campos formaram coro de oposição ao Governo Dilma no Fórum de Comandatuba / Foto: Gustavo Rampini/Divulgação. Brasil. Una - BA. (Aécio Neves e Eduardo Campos formaram coro de oposição ao Governo Dilma no Fórum de Comandatuba / Foto: Gustavo Rampini/Divulgação. Brasil. Una - BA.)
Aécio Neves e Eduardo Campos formaram coro de oposição ao Governo Dilma no Fórum de Comandatuba / Foto: Gustavo Rampini/Divulgação. Brasil. Una - BA.
O fato de ser filiado a um partido de bandeira "socialista" e de até pouco tempo ter integrado a base de apoio da presidente Dilma Rousseff (PT) não se mostrou obstáculo tão grande para a aproximação do ex-governador e pré-candidato à Presidência Eduardo Campos (PSB) com os empresários quanto sua aliança com a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, sua pré-candidata a vice.

Essa é a percepção de parte dos 320 empresários que participou do 13º Fórum de Comandatuba, na Bahia. O encontro reuniu nomes com Abílio Diniz, da BR Foods, Luiza Trajano, do Magazine Luiza, e André Esteves, do BTG Pactual, e serviu como palanque da oposição.

Diante da ausência inédita de ministros de Dilma, Eduardo Campos e o senador Aécio Neves, pré-candidato do PSDB ao Palácio do Planalto, encontraram campo livre para cortejar o PIB.

Depois de um debate de cinco horas em que a dupla respondeu lado a lado, pela primeira vez, perguntas do público e de jornalistas, o tucano saiu ovacionado pela plateia. Já o ex-governador de Pernambuco, que esteve o tempo todo acompanhado de Marina, teve uma recepção bem menos calorosa.

"Aécio foi mais assertivo nas propostas. A sensação do empresariado é de que ele está mais livre para desenvolver suas plataformas de governo. Campos está um pouco inibido", disse o empresário João Doria, presidente do Lide (Grupo de Líderes Empresariais), entidade que organiza o fórum. "Com Marina, ele toma muito cuidado no trato de certo temas para não feri-la ou contrariá-la."

Aécio tem adotado um discurso mais ortodoxo na economia e defendido o legado do ex-presidente Fernando Henrique Cardozo, algo que não havia sido feito ainda pelos candidatos do PSDB desde que o partido deixou o comando do País, em 2002.

Preferido
A opinião vocalizada por Doria foi repetida de forma reservada por vários outros empresários ouvidos pelo Estado. Com o "isolamento" de Dilma do empresariado, Aécio tornou-se o pré-candidato com mais desenvoltura no setor.

Em recentes reuniões do Lide com 200 empresários, a FGV fez enquetes sobre a preferência eleitoral dos presentes. O tucano anotou mais de 50% dos "votos". Campos foi segundo e Dilma, líder absoluta nas pesquisas nacionais, foi a terceira.

Um parlamentar pernambucano próximo a Campos diz que o desempenho dele em reuniões com empresários é "muito melhor" quando não está acompanhado de Marina. Segundo o aliado, Campos vive sempre "pisando em ovos" para não melindrar Marina e seu grupo político, a Rede Sustentabilidade.

Um empresário do ramo de alimentos exemplifica a dificuldade do ex-governador ao falar sobre o trecho do discurso dele no fórum que abordou a crise no setor do etanol. "Em vez de criticar o descaso de Dilma com o setor sucroalcooleiro e defender a redução do preço do etanol, ele ficou falando sobre a importância de existir um selo ambiental para o combustível."

Um empresário do setor financeiro reforça a crítica ao dizer que Marina "foi obrigada a levar o tema ambiental ao topo do discurso", o que pode ser um "bom verniz", mas não seduz na prática o setor produtivo.

Durante o debate de sexta-feira, a presença de Marina também inibiu, segundo aliados, o "entusiasmo" de Campos em relação à dobradinha com Aécio na oposição para garantir um 2º turno. "O Eduardo citou o Aécio uma ou duas vezes em suas falas, já o Aécio falou do Campos o tempo todo, do começo ao fim do evento", reparou o ambientalista Mário Mantovani, diretor executivo da ONG SOS Mata Atlântica. Apesar de ser ambientalista e amigo pessoal de Marina, ele reconhece: "Aécio foi melhor. Ele deixou o público mais encorajado".

Muita gente na plateia percebeu que Marina fazia "cara feia" quando o tucano exaltava a boa relação com o ex-governador. Ao fim do debate de anteontem, a ex-ministra fez questão de ressaltar as "divergências" profundas entre Campos e Aécio. Para ela, o tucano não reconhece o avanço social do governo Luiz Inácio Lula da Silva, de quem tanto ela quanto Campos foram auxiliares diretos no primeiro mandato. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Francisco de Assis Ferreira da Silva
Não era de se esperar uma receptividade maior do empresariado ao Eduardo em relação ao Aércio. Sempre eles(empreários) irão optar pelo candidato do PSDB. Com Marina e/ou com quaisquer que eja o vice Eduardo não será opção dos empresários.Verdade dita e entendida por todo pobre eleitor nordestino. | Denuncie |

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