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Eleições de 2014 » Aécio e Eduardo Campos apresentam discurso afinado em encontro na Bahia Em encontro com empresários na Bahia, Aécio Neves e Eduardo Campos mostraram sintonia nas críticas ao governo federal, à infraestrutura do país e ao baixo crescimento da economia

Antonio Temóteo

Publicação: 03/05/2014 09:39 Atualização:

"Não consigo ver o Eduardo como adversário, somos companheiros de trincheira do mesmo sonho. Não vejo como, a partir de 2015,não estarmos eu, (Eduardo) Campos eMarina (Silva) no mesmo projeto de país" - Aécio Neves (PSDB), senador e pré-candidato à Presidência, ao lado de Eduardo Campos. Foto: Gustavo Rampini/Divulgação

Una (BA) – Os pré-candidatos à Presidência da República estão com o discurso alinhado para atacar o governo Dilma Rousseff. Durante uma roda de perguntas e respostas com 320 empresários de diversos setores, em um hotel no Sul da Bahia, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB) criticaram a combinação perversa, tolerada pelo Executivo, de leniência com a inflação, baixo crescimento da economia, o excesso de tributos e clamaram por uma reforma política.

Os dois reclamaram da quantidade de ministérios (39) na Esplanada, da falta de uma política externa para turbinar as exportações brasileiras e da precariedade da infraestrutura. De acordo com Aécio, o governo petista perdeu a oportunidade de promover reformas importantes para economia brasileira. “Nós poderíamos estar discutindo produtividade, mas voltamos à velha agenda, pela busca da estabilidade. A pauta é a mesma de 10 anos atrás”, resumiu. O tucano voltou a dizer que o Brasil não foi descoberto a partir de 2003, em uma crítica indireta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Entretanto, ele reconheceu como positivos os programas de transferência de renda implementados pelo petista.

Entre afagos e elogios, Aécio exaltou o concorrente Eduardo Campos e comentou que, mesmo em lados opostos, os dois querem a renovação da política brasileira. “Não consigo ver o Eduardo como adversário, somos companheiros de trincheira do mesmo sonho. Não vejo como, a partir de 2015, não estarmos eu, (Eduardo) Campos e Marina (Silva) no mesmo projeto de país”, completou.

Para Campos, apesar dos avanços conquistados pelo governo Lula, como a distribuição de renda, o Brasil vive uma sensação de retrocesso, em que a oportunidade de promover avanços foi desperdiçada. “A sociedade percebe com clareza que é preciso renovação para que o país reencontre o caminho do desenvolvimento econômico e social”, comentou.

Também presente no evento, a ex-senadora e pré-candidata a vice na chapa de Campos, Marina Silva, não manteve o mesmo tom de amizade quando falou do partido de Aécio. Ela afirmou que tanto o PT quanto o PSDB representam o que considerou ser o “velho” na política. “Eu e Eduardo somos uma alternativa e queremos mostrar que é possível fazer uma renovação nesse país.”

CRÍTICAS Único representante petista no evento, o governador da Bahia, Jaques Wagner, se irritou com as críticas feitas à administração de Lula e de Dilma quanto à falta de proximidade com o setor produtivo. Entretanto, quando ele foi convidado para fazer a defesa do Executivo, disse que a presidente faria isso em um debate formal, na hora correta. “Temos de parar com a hipocrisia porque ferramenta de gestão não tem ideologia. Sou o governador que mais fez parcerias privadas no país e sou do PT”, reclamou.

Nos corredores do 13º Fórum de Comandatuba, promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), os empresários se queixaram de que a presidente perde a oportunidade de se aproximar de representantes de diversos setores da economia ao abrir mão de participar do debate. Um deles, que preferiu não se identificar, avaliou que Dilma demonstra uma postura de arrogância e autoritarismo quando deixa de participar de eventos promovidos pelo setor privado.

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