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Investigação » Contrato de ministério com laboratório usado por doleiro é alvo da CGU Alberto Youssef está preso em Curitiba: doleiro participava de esquema que movimentou R$ 10 bilhões

Amanda Almeida

Julia Chaib - Correio Braziliense

Publicação: 02/05/2014 10:28 Atualização: 02/05/2014 10:34

O ministro da CGU, Jorge Hage, determinou a investigação do contrato. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil (Antônio Cruz/Agência Brasil)
O ministro da CGU, Jorge Hage, determinou a investigação do contrato. Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

A Controladoria-Geral da União (CGU) abriu investigação sobre a parceria entre o Ministério da Saúde e a Labogen, laboratório de fachada usado, segundo a Polícia Federal, pelo doleiro Alberto Youssef para fazer remessas de dólares ao exterior. A decisão foi tomada pelo ministro-chefe da CGU, Jorge Hage, depois de a Polícia Federal deflagrar, em 17 de março, a Operação Lava-Jato, que aponta a suposta relação do ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha com o grupo.

Investigações abertas pela CGU têm sido usadas pelo governo como resposta política para os escândalos. No caso em que a Petrobras comprou a Refinaria de Pasadena, no Texas, por exemplo, embora órgãos de controle, como o Tribunal de Contas da União (TCU) e o Ministério Público Federal (MPF), já apurem o negócio há mais tempo, a investigação da CGU só será aberta em maio, após a imprensa divulgar o voto favorável da presidente Dilma Rousseff à aquisição, que gerou prejuízo bilionário à estatal.

De acordo com a Polícia Federal, a Labogen era uma das empresas de fachada usadas por Youssef para o esquema ilegal. Os diálogos flagrados pela PF entre Youssef e outras pessoas, como o deputado federal André Vargas (sem partido-PR), mostram a tentativa de o laboratório conseguir contrato com o Ministério da Saúde. Em meio às negociações, em 27 de novembro do ano passado, Vargas avisa ao doleiro que “achou” o executivo para ocupar cargo no Labogen.

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