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Eleições » Ato sindical vira palanque da oposição Em festa do Dia do Trabalho, Eduardo e Aécio reforçaram críticas a Dilma para 1,5 milhão de pessoas

Ana Luiza Machado

Publicação: 02/05/2014 08:46 Atualização: 02/05/2014 11:47

O dia de homenagens e exaltação à classe trabalhadora se tornou uma oportunidade para pré-candidatos à Presidência da República fazerem suas críticas à política econômica da presidente Dilma Rousseff (PT). Diante de um público estimado em 1,5 milhão de pessoas, no evento promovido pela Força Sindical, em São Paulo, os presidenciáveis Eduardo Campos (PSB) e Aécio Neves (PSDB) fizeram seus ataques no mesmo palco que estavam os ministros Gilberto Carvalho (chefe da Secretaria Geral da Presidência da República) e Manoel Dias (do Trabalho).

O pronunciamento da presidente Dilma, na última quarta-feira, em cadeia nacional, anunciando correção no Imposto de Renda em 4,5% e o aumento de 10% no benefício do Bolsa Família motivou o discurso da oposição. A defesa das medidas do governo feita pelo ministro Gilberto Carvalho não foi bem aceita e recebeu vaias dos presentes. Aécio Neves chamou de “patética” a fala da presidente e disse que ela usou “um instrumento do Estado” para fazer campanha política.

 

O ex-governador de Pernambuco, na mesma linha do candidato tucano, lamentou o discurso da presidente, que segundo ele anunciou “questões que não foram resolvidas ao longo do seu governo”. “O que nós vimos foi mais uma fala eleitoral do que a de uma presidenta da República. O fato de a presidenta anunciar o aumento do Bolsa Familia é só uma medida que vem tentar reparar as perdas da inflação que ela mesmo deixou acelerar nos alimentos e retirou do poder de compra das famílias mais pobres”.

O socialista, que hoje participa do Fórum Empresarial do Grupo Lide, em Comandatuba, na Bahia, também declarou que “Brasília está de costas para o Brasil, contra o povo, contra a distribuição de renda, contra os trabalhadores”. Disse que o Brasil está no rumo errado e, para corrigir, é preciso mudar a política. À imprensa, após o evento, Eduardo comentou que a presidente “nunca” participou de eventos dos trabalhadores e a classe reclama com frequência da falta de diálogo com o governo federal.“Não se lidera um processo de transformação de um país sem a disposição para dialogar, sem escutar as críticas e as verdades”.

Banana

O deputado federal Paulinho da Foça Sindical (Solidariedade), presidente licenciado da Força, elevou ainda mais o tom das críticas quando convocou os trabalhadores a darem uma banana à presidente e ao sugerir que, por conta dos escândalos da Petrobras, ela fosse para o presídio da Papuda junto com os mensaleiros. O ministro do Trabalho, Manoel Dias, reprovou o tom de Paulinho, declarando que ele não precisava ofender a presidente. Gilberto Carvalho preferiu ignorar o posicionamento de Paulinho, destacando que a classe trabalhadora sabe os avanços que teve nestes 12 anos da gestão petista.

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