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Intenções de voto » Dilma e a sombra do segundo turno Pesquisa apresenta primeira queda da presidente e chance de o pleito não ser definido em outubro

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 30/04/2014 08:35 Atualização: 30/04/2014 09:13

Foto: Evaristo Sá/CB/D.A Press/Arquivo
Foto: Evaristo Sá/CB/D.A Press/Arquivo

A sombra do segundo turno se aproxima cada vez mais da presidente Dilma Rousseff (PT). Ontem, pesquisa da Confederação Nacional dos Transportes (CNT) apontou uma queda de pouco mais de seis pontos percentuais nas intenções de votos para a petista em relação ao mês de fevereiro. Ela apareceu no novo levantamento estimulado com 37% contra 21,6% do senador Aécio Neves (PSDB) e 11,8% do ex-governador Eduardo Campos (PSB). Os números mostraram um crescimento de 4,6 pontos percentuais de Aécio Neves e uma oscilação positiva de Eduardo em 1,9 ponto percentual. Como a margem de erro é 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, os dados revelaram pela primeira vez a possibilidade de segundo turno com a soma de votos de todos os sete possíveis opositores.

A pesquisa estimulada que apontou essa tendência considerou as três candidaturas mais fortes do momento, Dilma, Aécio e Eduardo. Dos entrevistados, 20% responderam que votarão em branco ou nulo, enquanto 9,6,% não se posicionaram - um universo que pode ser explorado pelo governo e pela oposição. Enfrentando perda de popularidade a quase cinco meses das eleições, a presidente Dilma adotou, em Feira de Santana, na Bahia, o estilo "bateu-levou" sugerido pelo ex-presidente Lula, soltando indiretas, ontem, para Aécio Neves e Eduardo.

Dilma respondeu às críticas de Eduardo de que o Nordeste amargou sua maior seca em 50 anos sem receber atenção do governo federal. Citou como um dos investimentos em abastecimento a transposição do São Francisco e a construção da Adutora do Pajeú, no Sertão de Pernambuco, cuja segunda etapa foi inaugurada no início de abril."Nunca, no Nordeste, se investiu tanto em segurança hídrica com grandes obras, obras estruturantes. São R$ 33 bilhões", disse a petista, para depois acrescentar, fugindo ao estilo mais técnico e atingindo os adversários tucanos."Nós não vamos voltar atrás e eu tenho certeza que o povo brasileiro não vai retroagir, desistir disso que nós conquistamos: a maior redução de desigualdade social em nosso país".

Em São Paulo, por sua vez, Aécio Neves comemorou a queda de Dilma."A percepção mais clara e mais relevante é de que há um cansaço com tudo isso que está ai e um sentimento crescente de mudança%u201D, declarou o tucano, durante entrevista coletiva, afirmando acreditar que ele e Eduardo vão para o segundo turno sem Dilma".

Já Eduardo Campos, que também está no estado paulista e acredita na reversão do quadro após se tornar mais conhecido da população, não falou sobre o assunto. Manteve uma agenda reservada, enquanto o ex-presidente Lula voltou a negar a disposição de concorrer à Presidência. No seu Facebook, em meio ao racha do PT e ao movimento público do PR para a sua %u201Cvolta%u201D, Lula publicou um post com uma frase de Dilma na qual ela diz. %u201CNinguém vai me separar do Lula nem ele vai se separar de mim. Sei da lealdade dele a mim e ele da minha lealdade a ele".

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