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Caso vença as eleições » Eduardo estabelece metas de inflação e PIB até 2018 Socialista pretende reduzir inflação para 4% até 2018 e crescer o mesmo percentual do Produto Interno Bruto

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 29/04/2014 08:48 Atualização:

O ex-governador e presidenciável Eduardo Campos (PSB) se comprometeu, ontem, diante de 525 empresários, em São Paulo, a reduzir a inflação até 2018 para 4% e aumentar o Produto Interno Bruto neste mesmo período para o mesmos 4%, caso vença as eleições. Segundo Eduardo, entre outros pontos, a economia será ajustada com corte de ministérios, eliminação do ambiente hostil para o investidor e manutenção do tripé econômico, formado por regime de câmbio flutuante, geração de superávits primários nas contas públicas e metas de combate à inflação. Essa foi a primeira vez que Eduardo Campos falou sobre o percentual trabalhado por sua equipe para segurar o dragão inflacionário e alavancar a economia. Em 2013, a elevação generalizada de preços atingiu 5,91%, enquanto o PIB brasileiro ficou em 2,3%.

A declaração de Eduardo foi dada durante um almoço-debate promovido pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), que reúne 52% do PIB privado do Brasil. Segundo informações do grupo, o número de empresários presentes nesse tipo de evento bateu recorde na palestra, também prestigiada pela sua pré-candidata a vice Marina Silva, que comanda a Rede Sustentabilidade, mas é filiada ao PSB. O senador e presidenciável Aécio Neves (PSDB) participou de encontro semelhante no mesmo local, no Hotel Grand Hyatt, e atraiu a presença de 513 empresários. Dilma Rousseff também foi convidada, mas ainda não confirmou a agenda.

As metas propostas por Eduardo para a inflação e o PIB, ontem, visam dar suporte ao discurso no qual ele mais vem investindo desde que deixou a base do governo Dilma, em setembro do ano passado. %u201CO Brasil pegou o caminho errado e agora é hora de retomar o caminho certo%u201D, afirmou.

Durante o evento, o presidenciável voltou a defender uma reforma tributária fatiada, que seria votada pelo Congresso mas só passaria a valer quatro anos depois, numa forma de evitar a pressão sobre o governo que apresentou as mudanças.

A proposta de Eduardo foi considerada "modesta" pelo economista Gil Castelo Branco, fundador da Associação Contas Abertas, porque, segundo ele, o centro da meta da inflação normalmente é de 4,5%."Tanto uma meta quanto a outra são modestas, plenamente viáveis. O importante é que isso não pode ser só uma previsão visionária, precisa de mecanismos. Há muitos anos se pretende crescer a taxas mais elevadas e isso não vem acontecendo".

Saiba mais

Ano Inflação PIB

1994 916% 5,3%
1995 22,4% 4,4%
1996 9,56% 2,2%
1997 5,22% 3,4%
1998 1,66% 0,0%
1999 8,94% 0,3%
2000 5,97% 4,3%
2001 7,67% 1,3%
2002 12,53% 2,7%
2003 9,30% 1,1%
2004 7,60% 5,7%
2005 5,69% 3,2%
2006 3,14% 4,0%
2007 4,45% 6,1%
2008 5,90% 5,2%
2009 4,31% -0,3%
2010 5,90% 7,5%
2011 6,50% 2,7%
2012 5,83% 1,0%
2013 5,91% 2,3%
2014 2,17%* 2,4%*

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.

OBS: *Os números de 2014 da inflação são referentes ao acumulado do ano até o mês de março. Os números do PIB se referem aos meses de janeiro e fevereiro apenas

 

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