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Divergência » Sem consenso entre Rede e PSB em estados Impasse dos diretórios políticos afeta maiores colégios eleitorias do país: Minas Gerais e São Paulo

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 28/04/2014 08:02 Atualização:

Marina e Eduardo não conseguiram estender a unidade demonstrada aos seus seguidores Foto: Antonio Cruz/Agencia Brasil (Antonio Cruz/Agencia Brasil)
Marina e Eduardo não conseguiram estender a unidade demonstrada aos seus seguidores Foto: Antonio Cruz/Agencia Brasil

Mesmo sem estar registrada no Tribunal Superior Eleitoral, a Rede Sustentabilidade concluiu, ontem, a série de convenções estaduais em 21 estados brasileiros onde tem diretórios, além do Distrito Federal. Foram seis encontros no último final de semana que traçaram estratégias políticas na Bahia, no Maranhão, em Goiás, Pernambuco, São Paulo e Belo Horizonte. Desses, não houve consenso da Rede de apoiar lideranças políticas do PSB nos maiores colégios eleitorais do país, justamente nos estados paulista e mineiro. A decisão em ambos os diretórios regionais foi tomada sob tensão. O presidenciável Eduardo Campos e a ex-senadora Marina Silva se encontraram neste final de semana em Manaus (AM), porém não conseguiram estender a unidade demonstrada para os seus respectivos seguidores.

Como não conseguiu se registrar, a Rede abrigou-se temporariamente no PSB. Mas os filiados do partido de Marina não aceitaram, nas convenções, a possibilidade de a sigla socialista apoiar a pré-candidatura do deputado federal Márcio França (PSB) ao governo de São Paulo e a do ex-ministro Pimenta da Veiga (PSDB) ao de Minas Gerais. Os marineiros discordaram das alianças com o PSDB, alegando que ambos os estados não estavam dentro do conceito da “nova política”. Em seguida, apresentaram nomes para serem avaliados pela cúpula nacional socialista.

Divisão
Em São Paulo, a convenção estadual da Rede mostrou uma certa divisão entre os marineiros, o que pode ser uma dor de cabeça para Eduardo Campos. Os nomes avalizados para concorrer ao governo paulista, diferentemente dos que vinham sendo cogitados por lideranças expressivas da Rede até então, foram os do escritor Célio Turino e do biólogo João Paulo Copabianco. Já o médico Apólo Heringer foi escolhido num consenso progressivo como pré-candidato da Rede em Minas, mas o problema é não haver sinais de que o PSB vá recuar, tanto na escolha de Márcio França como na de Pimenta da Veiga.

De acordo com um dos coordenadores nacionais da Rede, Basileu Margarido, o próximo passo agora é tentar o convencimento do PSB, comandado pelo próprio Eduardo. Indagado pelo Diario se alguém precisaria ceder, ele respondeu. “Não é uma questão de ceder, é um processo de convencimento para avaliar a melhor alternativa”, afirmou.

Em Goiás, na Bahia, em Pernambuco e no Maranhão houve tranquilidade nas convenções da Rede. Eduardo Campos esteve inclusive no Maranhão, participando de outros compromissos. Lá, onde o candidato do PSB e da Rede será Flávio Dino (PCdoB), Eduardo prometeu deixar os Sarney na oposição. “Eu serei presidente da República e respeitarei, sim, o presidente Sarney, mas, no meu governo, ele vai ser oposição”, prometeu.

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Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Rosimar Pereira
Ainda bem que Eduardo Campos, respeita Sarney mas vai colocar na oposição! Lula excrachava o Sarney como o Malufe e Collor e depois colocou no cólo, tudo pelo poder. Que PT é esse? | Denuncie |

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