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Eleições » PT discute neste domingo a situação do pré-candidato Alexandre Padilha Nos bastidores, há o temor de que novas revelações enfraqueçam ainda mais a candidatura dele

João Valadares - Correio Braziliense

Publicação: 27/04/2014 12:53 Atualização: 27/04/2014 14:28

Padilha recebeu ontem apoio do PCdoB em São Paulo, enquanto o PSDB promete acionar o MPF para investigar o pré-candidato ao governo paulista. Foto: Monique Renne/CB/D.A Press
Padilha recebeu ontem apoio do PCdoB em São Paulo, enquanto o PSDB promete acionar o MPF para investigar o pré-candidato ao governo paulista. Foto: Monique Renne/CB/D.A Press

Diante da citação do nome de Alexandre Padilha (PT), pré-candidato ao governo de São Paulo, na Operação Lava-Jato, que investiga esquema de lavagem dinheiro e evasão de divisas com atuação de doleiros em torno de R$ 10 bilhões, a bancada federal da legenda no estado se reúne neste domingo, emergencialmente, com o ex-ministro da Saúde para avaliar o estrago eleitoral da denúncia.

O encontro não foi divulgado oficialmente. No discurso, petistas avaliaram como bastante positivo o posicionamento do ex-ministro, que negou ligação com o doleiro Alberto Youssef, e não cogitam a substituição do nome dele para a disputa eleitoral. No entanto, nos bastidores, há o temor de que novas revelações enfraqueçam ainda mais Padilha, que ainda patina nas pesquisas de intenção de voto.

Um parlamentar petista ouvido reservadamente pelo Correio afirmou que a substituição do pré-candidato não foi ventilada no momento, mas “é preciso esperar, porque ainda não sabemos se vem mais coisa por aí”. A avaliação é de que, até agora, as denúncias contra o ex-ministro são “fofas demais e não o vinculam diretamente ao doleiro Alberto Youssef (considerado líder da organização criminosa)”.

Em 2006, em Pernambuco, o senador Humberto Costa (PT-PE) viveu situação parecida. Na ocasião, ele era candidato ao governo do estado contra o governador Medonça Filho (DEM). Ocupava o segundo lugar com folga nas pesquisas, até a Polícia Federal desencadear, em maio, a chamada Operação Sanguessuga, que apurou a máfia das ambulâncias na época em que o petista era ministro da Saúde.

Como consequência, Eduardo Campos (PSB) cresceu nas pesquisas, Humberto Costa ficou de fora do segundo turno e o socialista venceu o pleito. Posteriormente, o petista pernambucano foi inocentado de qualquer envolvimento com o esquema investigado.

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