Eduardo Campos é quem vai decidir sobre candidatura para governador em Minas | Política: Diario de Pernambuco
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Decisão » Eduardo Campos é quem vai decidir sobre candidatura para governador em Minas Incentivadora da candidatura do ambientalista, ex-senadora Marina Silva diz a ele que, antes de entrar na disputa, é preciso convencer Campos

Leonardo Augusto -

Publicação: 25/04/2014 07:07 Atualização: 25/04/2014 07:14

Marina Silva disse que apoia a candidatura própria do PSB em Minas. Foto: Carlos Moura/CB/D.A PRESS  (Carlos Moura/CB/D.A PRESS )
Marina Silva disse que apoia a candidatura própria do PSB em Minas. Foto: Carlos Moura/CB/D.A PRESS

A decisão sobre a candidatura do ambientalista Apolo Heringer ao governo de Minas Gerais ficará nas mãos do ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB). A principal incentivadora do lançamento de Apolo na disputa pelo Palácio da Liberdade, a ex-senadora Marina Campos, afirmou nessa quinta-feira , em encontro com o ambientalista em São Paulo, ser necessário convencer Campos sobre a importância da candidatura própria em Minas. A ex-parlamentar se comprometeu a interceder por um encontro de Apolo com o ex-governador.

Marina e Apolo são fundadores da Rede, partido que não conseguiu registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em tempo hábil para lançamento de candidatos às eleições de 2014. Os integrantes da futura legenda, então, se filiaram ao PSB para viabilizar a participação no pleito. Marina será a vice de Eduardo na disputa presidencial.

A ex-senadora, em 8 de abril, data do registro da pré-candidatura de Apolo no PSB, enviou carta em que defendia o ambientalista na briga pelo governo do estado. No texto, a ex-parlamentar afirmava: “Nós, da Rede Sustentabilidade, apresentamos aqui o nome do professor Apolo Heringer Lisboa para a disputa do governo mineiro na próxima eleição. Gostaríamos que o PSB debatesse essa possibilidade.”

Apolo enfrenta resistência do comando do PSB no estado para se colocar na disputa pelo governo. A cúpula do partido defende o apoio ao candidato do PSDB, Pimenta da Veiga. A decisão estaria ligada a um acordo do senador Aécio Neves (PSDB), que também disputará o Palácio do Planalto, e Campos. A promessa seria de que o ex-governador de Pernambuco não faria campanha em Minas e Aécio não iria a Pernambuco. No encontro de ontem, segundo Apolo, Marina afirmou não ter sido informado do acordo.

O aliado da ex-senadora em Minas afirma que em uma conversa “olho no olho” com Campos a tendência é que consiga viabilizar sua candidatura ao Palácio da Liberdade. “O ex-governador de Pernambuco precisa saber o que está acontecendo em Minas, que estamos conseguindo grande apoio para entrar na disputa.” Apolo disse ainda que vai usar da aproximação que tem com a família de Campos para tentar convencê-lo de que é importante ter candidatura própria em Minas. “Convivi muito com Miguel Arraes (avô de Campos). Moramos em um mesmo período na Argélia”, disse, relembrando do tempo em que ambos estiveram fora do país durante a ditadura militar.

Convenção

No domingo a Rede realiza convenção em Belo Horizonte para reafirmar a candidatura de Apolo. Marina já avisou ao ambientalista que não comparecerá ao encontro. Questionado ontem durante a reunião em São Paulo se teria que viajar mais a Minas, já que venceu o primeiro turno das eleições presidenciais de 2010 na capital, a ex-senadora afirmou que não tem condições de ir a todas as cidades em que ficou em primeiro lugar na última disputa. Lembrou, no entanto, que desde 2010 esteve no estado 10 vezes e que sempre agradeceu a votação obtida em Minas.


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