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Em busca do denominador comum » PSB e Rede sem definições em SP Divergências são sobre nomes a serem postos para disputar o comando do maior colégio eleitoralo país

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 24/04/2014 07:50 Atualização: 24/04/2014 09:43

Divergências são sobre nomes a serem postos para disputar o comando do maior colégio eleitoralo país. Foto: Bruno Peres/CB/D.A Press/Arquivo
Divergências são sobre nomes a serem postos para disputar o comando do maior colégio eleitoralo país. Foto: Bruno Peres/CB/D.A Press/Arquivo

A Rede e o PSB estão com dificuldade de encontrar um denominador comum para decidir o pré-candidato ao governo de São Paulo e construir o palanque presidencial do ex-governador Eduardo Campos (PSB) no maior colégio eleitoral do país. No próximo sábado, a Rede Sustentabilidade, sigla da ex-senadora Marina Silva (PSB) que não foi aceita pela Justiça eleitoral, vai decidir em convenção própria se apresenta um nome para disputar a indicação com o deputado federal Márcio França, um dos caciques do PSB e preferido de Eduardo para encabeçar a chapa majoritária paulista.

Após lançar sua pré-candidatura à Presidência da República, tendo confirmada na vice Marina Silva, Eduardo enfrenta a primeira disputa interna - algo que o socialista não está acostumado a vivenciar no PSB. Alguns nomes da Rede já retiraram a postulação para apoiar Márcio França - a exemplo do deputado federal Walter Feldman -, mas o assunto só será definido neste final de semana. O sociólogo Mateus Prado disse que manterá seu nome em defesa do projeto da Rede.

Com cerca de 800 mil seguidores nas redes sociais e identificado com um perfil que chama de “nova política”, Mateus Prado afirmou ao Diario que tem apoio da base partidária e pretende convencer as lideranças próximas de Marina sábado. Segundo ele, o nome de Márcio França “não representa a nova política”, também pregada por Eduardo, e corre o risco de “tornar o PSB uma sublegenda do PSDB” em São Paulo por ser muito próximo ao governador Geraldo Alckmin (PSDB).

“Se Márcio for aprovado no PSB e eu aprovado na Rede, que o PSB nacional decida se quer uma candidatura identificada com o partido ou com o velho. Infelizmente, com todo o respeito a Eduardo Campos, França não é bom para o nosso projeto e precisamos ter a identidade que as ruas estão pedindo”, declarou Mateus. Márcio França não deu retorno às ligações da reportagem, porém o braço direito de Marina, Pedro Ivo, confirmou a convenção da Rede para o final de semana. Ele afirmou que os marineiros têm alguns nomes de preferência em São Paulo, mas frisou que, se o PV entrar na aliança nacional com o PSB, a Rede apoiará o nome da sigla verde no estado, como o do vereador Gilberto Natalini.

Saiba mais

Entenda a situação

A Rede apostava em alguns nomes para disputar o governo de São Paulo, como o vereador Gilberto Natalini (PV), o deputado federal Walter Feldman (Rede/PSB), o advogado Pedro Dallari e o vereador Ricardo Young (PPS). Já o PSB defendia subir no palanque de reeleição de Geraldo Alckmin (PSDB) ou lançar a pré-candidatura do deputado Márcio França (PSB).

Dizendo que os nomes apoiados pela Rede desistiram da postulação, exceto Gilberto Natalini, o sociólogo Mateus Prado, que é marineiro e tem quase 800 mil seguidores nas redes sociais, decidiu colocar seu nome para disputar a convenção própria no próximo sábado.

Como uma das condições da Rede para apoiar a pré-candidatura de Eduardo Campos foi ser aceita como partido, ela não realizará a convenção no mesmo dia do PSB. Sábado, portanto, a sigla marineira decidirá se segue com Márcio França ou apresenta um nome próprio.

Caso a Rede aprove um nome próprio para disputar ao governo de São Paulo, com o argumento de que não pode apoiar um candidato do PSDB ou Márcio França, Eduardo e Marina terão de decidir qual o melhor caminho no estado paulistano. Há embróglios semelhantes no Paraná e em Minas Gerais, onde os pré-candidatos ao governo do PSB ainda são nomes do PSDB

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