• (0) Comentários
  • Votação:
  • Compartilhe:

Indagações » Defesa dos vereadores de Caruaru questionam Comissão de Ética

Júlia Schiaffarino

Publicação: 24/04/2014 00:30 Atualização: 23/04/2014 23:18

A defesa dos vereadores de Caruaru acusados de cobrar propina para aprovar projetos de lei decidiu questionar a condução dos trabalhos da Comissão de Ética da Câmara. Esta semana, a comissão começou a colher depoimentos dos envolvidos no caso, material que poderá resultar em um processo administrativo.

"Solicitamos à comissão que fosse esclarecido como se deu a escolha do nome do relator. Ele é filho do vice-prefeito. Como é isso se esse processo se baseou em uma relação entre Executivo e Legislativo?", indagou um dos advogados, Marcílio Cumaru.

O relator do caso é o vereador Marcelo Gomes (PSB). Foi ele, também, quem ingressou com uma representação para que a Comissão de Ética apurasse o caso em paralelo com o judiciário. A iniciativa teve respaldo de uma recomendação do Ministério Público que sugeriu à Câmara avaliar se caberia aos vereadores responderem por má conduta administrativa.

Marcílio Cumaru alerta, ainda, para o fato do presidente da Comissão, o vereador Ricardo Liberato (PSC), ser citado nos depoimentos feitos pelos acusados durante as investigações da polícia. Liberato é acusado de ser o responsável por todas as ligações que insinuam má conduta, fazendo a ponte na negociações entre a Câmara e a Prefeitura. "Ele é citado como convidando os vereadores. Ele era líder do governo. Pedimos para que ele fosse afastado (da presidência), mas ele não se afastou. O mesmo pedido foi feito em relação ao relator", acrescentou Cumaru.

O vereador Marcelo Gomes não quis se pronunciar sobre o caso. "Fizemos um pacto de só falar após ouvirmos todos os vereadores. Se eu responder qualquer coisa vou quebrar o pacto", declarou. A mesma resposta foi dada quando questionado sobre a escolha do nome dele para a relatoria, se havia sido por indicação, sorteio ou votação. A reportagem não conseguiu contato com o presidente da Comissão. Até o momento foram ouvidos pela Comissão de Ética os vereadores Cecílio Pedro (PTB) e Sivaldo Oliveira (PP).

Na última terça-feira (22), cinco dos dez vereadores acusados de receber subordo da prefeitura retomaram o mandato. Eles estavam afastados do cargo desde dezembro do ano passado após a deflagração da Operação Ponto Final 1, decisão que foi suspensa pelo desembargador do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), Itamar Pereira. A suspensão dos efeitos dessa ação também se estendiam para os outros cinco porém, ainda pesa contra eles uma outra ação criminal, na Operação Ponto Final 2. Esse segundo grupo precisou ingressar com recurso.

Vereadores que voltaram às atividades legislativas
Louro do Juá (Solidariedade), Eduardo Cantarelli (Solidariedade), Silvado Oliveira (PP),Cecílio Pedro (PTB) e Jajá (sem partido).

Vereadores que continuam afastados:
Jadiel Nascimento (PROS),Val das Rendeiras (PROS), Neto (PMN), Evandro Silva (PMDB) e Val (DEM)
Tags:

Esta matéria tem: (0) comentários

Não existem comentários ainda

Comentar

Para comentar essa notícia entre com seu e-mail e senha

Caso você não tenha cadastro,
Clique aqui e faça seu cadastro gratuito.
Esqueci minha senha »



Os comentários abaixo não representam a opinião do jornal Diario de Pernambuco; a responsabilidade é do autor da mensagem.