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Eleições » Candidatos sem expressão nacional podem atrapalhar reeleição de Dilma Pouco representantivos nas pesquisas de intenção de votos, candidatos sem expressão nacional são uma das esperanças da oposição para levar a eleição ao segundo turno. Somados, eles podem chegar a 5%

João Valadares - Correio Braziliense

Publicação: 21/04/2014 08:34 Atualização:

Individualmente, eles não têm nenhuma expressão eleitoral. Nas pesquisas de intenção de voto são geralmente representados por um traço ou baixíssimos índices percentuais. Juntos, podem ser responsáveis por levar a eleição presidencial ao segundo turno. Nas eleições deste ano, as chamadas candidaturas nanicas já são representadas por pelo menos oito nomes. É um dos maiores números desde o pleito de 1989, a primeira eleição direta para presidente após a redemocratização, quando 15 nanicos entre os 22 candidatos tentaram chegar ao Palácio do Planalto, a exemplo do folclórico Enéas Carneiro, falecido em 2007.

Naquele ano, a soma dos percentuais de todos eles chegou a 5,5%. De acordo com as pesquisas de intenção de voto divulgadas até o momento, os nanicos de 2014 estão no mesmo patamar. Os índices somados variam entre 4% e 5%. Os principais adversários da presidente Dilma Rousseff, o mineiro Aécio Neves (PSDB) e o ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB), apostam no crescimento do pré-candidato do PSol, o senador Randolfe Rodrigues (AP), para chegarem ao segundo turno.

O senador mais jovem da atual legislatura, o pernambucano que mora no Amapá desde os oito anos, faz uma oposição dura ao governo da presidente Dilma Rousseff. Conhecido por seus discursos duros na tribuna do Senado, tabela com políticos ditos conservadores para atingir o seu principal alvo: o Partido dos Trabalhadores. Com atuação destacada na chamada CPI do Cachoeira, Randolfe foi um dos principais defensores da ampliação da investigação dos negócios da empreiteira Delta por todas as regiões do Brasil, o que deixaria os aliados do governo da presidente Dilma Rousseff em situação desconfortável. Fracassou.

O principal objetivo do PSol nesta eleição é tentar chegar perto do desempenho alcançado em 2006 pela candidata Heloísa Helena. Com uma coligação apoiada pelo PSTU e PCB, ela ficou na terceira colocação com 6,85 % dos votos. De acordo com a última pesquisa do Ibope, Randolfe aparece com apenas 1%. Sua campanha será voltada para os jovens e vai tentar surfar na onda das manifestações que sacudiram os país em junho do ano passado. Nas passeatas, era comum observar a presença de bandeiras do partido.

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