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Feriado » Envolvidos no mensalão Cunha e Delúbio deixam cadeia e passam Páscoa em casa

Estado de Minas

Publicação: 18/04/2014 11:21 Atualização:

Dois condenados por envolvimento no mensalão – o ex-deputado João Paulo Cunha e o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares – deixaram ontem a cadeia e passarão o feriado prolongado em casa. Os dois voltarão na terça-feira ao Centro de Progressão Penitenciária (CPP), em Brasília, onde cumprem pena. Ontem, eles deixaram a prisão cedo para trabalhar. Delúbio Soares trabalhou durante todo o dia na Central Única dos Trabalhadores (CUT). João Paulo Cunha cumpriu expediente até as 13 horas num escritório de advocacia. Outros detentos, que não trabalham fora da cadeia, deixaram a carceragem às 10 horas para o "saidão de Páscoa". Os dois terão de voltar à cadeia na terça-feira, depois de cumprirem expediente nos seus empregos.

No período em que passarem fora da cadeia, de acordo com a portaria da Vara de Execuções Penais (VEP), João Paulo e Delúbio Soares não podem ficar fora de casa depois das 18 horas, viajar para fora do Distrito Federal nem ingerir bebidas alcoólicas, entorpecentes ou frequentar bares e prostíbulos. Pelas regras definidas pela Justiça, eles não podem se encontrar. A portaria impede os internos de andar em companhia de outros presos.

João Paulo cumpre pena de seis anos e quatro meses em regime semiaberto, condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de corrupção passiva e peculato. A pena de Delúbio Soares, também em regime semiaberto, é de seis anos e oito meses, por corrupção ativa.

Outros réus do processo, como o ex-ministro José Dirceu e o ex-empresário Marcos Valério, não são beneficiados pela saída especial. Dirceu não teve ainda analisado o seu pedido de trabalho externo. Nesta semana, o Ministério Público deu parecer favorável ao benefício, mas não houve, até o momento, uma decisão a respeito. Marcos Valério, operador do esquema, cumpre pena em regime fechado. Por isso, não tem direito ao benefício.

O ex-tesoureiro do PL (atual PR) Jacinto Lamas perdeu direito ao benefício por uma decisão administrativa que o incluiu numa investigação disciplinar. A Justiça investigará denúncias de irregularidades cometidas por ele e outros réus no período em que trabalham fora da cadeia.

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