Compra de Pasadena era "uma boa oportunidade de negócio", diz Cerveró | Política: Diario de Pernambuco
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Câmara dos Deputados » Compra de Pasadena era "uma boa oportunidade de negócio", diz Cerveró

Agência Câmara

Publicação: 16/04/2014 13:54 Atualização:

O ex-diretor da área internacional da Petrobras Nestor Cerveró afirmou, nesta quarta-feira (16), que a compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, era uma “boa oportunidade de negócio” para a estatal.

“Em 2005, comprar uma refinaria nos EUA e adaptá-la para processar petróleo brasileiro pesado, além de ser uma ação alinhada ao planejamento estratégico da Petrobras, era uma boa oportunidade de negócio”, afirmou o ex-diretor da estatal, em audiência pública na Câmara.

Segundo ele, a decisão de expandir o refino de petróleo no exterior já fazia parte do plano estratégico da empresa desde 2000. A maior parte do petróleo brasileiro tem característica pesada. Apesar de ter custo de produção igual ao do petróleo leve, o pesado demanda investimentos maiores para ser refinado. No exterior, o petróleo pesado tem um preço menor por precisar de mais investimentos.

No início dos anos 2000, o consumo do mercado norte-americano cresceu, em quatro anos, mais de 1 milhão de barris por dia. Segundo Cerveró, por representar cerca de 20% dos derivados de petróleo no mundo, o mercado norte-americano era de interesse da Petrobras.

O ex-diretor da Petrobras afirmou que várias refinarias dos EUA foram analisadas antes de se chegar a Pasadena. Segundo ele, não havia sentido a aquisição de uma refinaria que já processasse petróleo pesado. “Temos a tecnologia interna para projetar unidades e adaptar o processamento de petróleo de leve para pesado. Assim, agregaríamos valor ao petróleo e entraríamos no mercado de derivados americano”, disse.

Mudança de cenário
Segundo Cerveró, em 2008 o cenário de planejamento da Petrobras muda radicalmente. Ele listou três questões como centrais para a mudança no investimento em Pasadena: a descoberta das reservas de pré-sal, a construção de refinarias no Brasil e a crise econômica nos Estados Unidos, que diminuiu o consumo naquele mercado.

“Muda o mercado nacional e aumenta a demanda de recursos no Brasil. Muda a visão do conselho [de administração da Petrobras], que decide não aprovar os US$ 798 milhões”, disse Cerveró, em relação à decisão de 2007 de comprar a outra metade da refinaria.

Valores
O ex-diretor contestou os valores de compra da refinaria divulgados na imprensa. Segundo ele, a Astra Oil comprou Pasadena por US$ 360 milhões e não US$ 42 milhões, porque havia a compra dos estoques e de pagamento de passivos trabalhistas e ambientais.

“Compramos uma refinaria de [refino de] 100 mil barris/dia por 5.500 barris, quase metade do valor médio de aquisição de refinarias naquela época, nos Estados Unidos”, disse. Ele afirmou que o custo total de compra da refinaria ficou em US$ 1,23 bilhão.

Cerveró ressaltou ainda que todo o processo da compra foi acompanhado por consultorias internacionais, como a Price Waterhouse Coopers, e validado pelo Citigroup.

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