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Petrobras » Depoimento de Graça Foster no Senado divide opiniões na Câmara Deputados da oposição defenderam criação de CPI para aprofundar investigação na Petrobras. Para parlamentares do PT, críticas têm viés eleitoral.

Agência Câmara

Publicação: 15/04/2014 21:20 Atualização:

Repetindo a polarização demonstrada na audiência pública com a presidente da Petrobras, Graça Foster, no Senado, os deputados se dividiram entre aqueles que cobram mais explicações e uma investigação profunda envolvendo os negócios da empresa petrolífera e os que consideram que as dúvidas sobre a legitimidade da administração têm interesse eleitoral.

A oposição acredita que a executiva não respondeu concretamente às questões e buscou apenas defender os responsáveis pelas decisões tomadas na Petrobras. O líder do Democratas, deputado Mendonça Filho (PE), afirmou que o depoimento reforçou a necessidade de uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) porque a própria Graça Foster reconheceu que a aquisição da refinaria de Pasadena foi um mau negócio. A refinaria foi comprada pela estatal em 2006, e está no centro dos questionamentos da oposição à Petrobras.

"A gente sabe que Pasadena é apenas um caso no meio de vários outros suspeitos de irregularidades, de desvios e de corrupção envolvendo a Petrobras, que é patrimônio de todo povo brasileiro", afirmou Mendonça Filho.

O deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) falou em cortina de fumaça. "Ela tergiversou muito em relação às questões de ordem política ou de responsabilização do conselho [de administração da empresa], principalmente da presidente Dilma, ou dela própria. E caiu muito pra uma discussão técnica. Na verdade, o que me parece é uma cortina de fumaça para tentar evitar a CPI", disse Macris.

A presidente Dilma Rousseff era presidente do conselho da empresa na época em que a refinaria foi comprada e votou a favor do negócio.

Mesmo fazendo parte da base do governo, o deputado Osmar Terra (PMDB-RS) também acredita que é preciso uma CPI para esclarecer contradições surgidas dos depoimentos dos diversos envolvidos na administração da Petrobras. "Na questão de responsabilidade, tem uma contradição insolúvel. O ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, diz que foi um bom negócio a compra de Pasadena. E a presidente Graça Foster, diz que foi um mau negócio. Alguém não está falando sério ali", afirmou Terra.

Interesse eleitoral

Já o deputado Henrique Fontana (PT-RS) atribui a interesse eleitoral os questionamentos sobre a Petrobras. Ele disse que se há preocupação em investigar, isso deve ser feito pelos órgãos responsáveis (Ministério Público, Polícia Federal e Controladoria-Geral da União). "Nós temos uma empresa que deve ser preservada, protegida e não atacada do jeito que vem sendo atacada, num interesse pré-eleitoral da oposição ao nosso governo", disse.

O líder do PT, deputado Vicentinho (SP), acredita que o depoimento de Graça Foster vai municiar o partido para discutir o tema. "Achei que ela foi muito sincera e até ali ninguém ousou dizer que se trata de denúncia de corrupção. As explicações foram muito bem dadas, vai ajudar a debatermos com a sociedade", acredita o deputado.

As discussões sobre a administração da Petrobras prosseguem nessa quarta-feira com audiência pública com o diretor da empresa Nestor Cerveró. Ele falará também sobre o caso Pasadena em audiência conjunta das comissões de Fiscalização Financeira e Controle; Relações Exteriores e de Defesa Nacional; e de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

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