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Estratégia política » Pesquisas para neuromarketing são feitas por voluntários

Mirella Marques

Publicação: 12/04/2014 15:17 Atualização: 12/04/2014 15:12

Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press
Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press

As empresas entrevistadas pelo Diario informaram que as pessoas que participam dos testes de neuromarketing são voluntárias que deixam seus contatos e informações em um banco de dados, mantido pelos laboratórios. Eles não recebem dinheiro, mas podem ganhar brindes, como uma garrafa de vinho, por exemplo. No Neurolab, essas pessoas chegam mas não sabem bem sobre o quê serão testadas. Se vão avaliar produtos ou candidatos. Isso, segundo os pesquisadores, é importante para que não haja uma predisposição ou tendência em determinadas respostas. O sigilo é imprescindível. Por isso, a repórter que vos escreve decidiu fazer uma simulação de como acontecem esses procedimentos.

Logo descobri que o local de testes varia de laboratório para laboratório. No Neurolab, onde eu e a fotógrafa Annaclarice Almeida estivemos, as avaliações acontecem num espaço silencioso e com luminosidade controlada. Depois de colocar aparelhos como a touca de eletroencefalografia e uma faixa para monitorar os batimentos cardíacos, entre outros equipamentos, fiquei em frente a um computador, sentada em uma posição confortável. Atrás de um espelho falso, uma espécie de
operador técnico ficou encarregado de reproduzir vídeos e fotos de candidatos ou produtos. E analisar as respostas do meu cérebro, como também os sinais físicos. Um dos equipamentos testou o nível de suor da ponta dos meus dedos.

Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press
Foto: Annaclarice Almeida/DP/D.A Press
Quem observasse a cena de longe teria a sensação de estar entrando em um filme de ficção científica. E é um pouco disso, sim. Principalmente na hora em que é preciso colocar gel condutor nos eletrodos da touca. A cena de uma agulha sem ponta bem próxima à cabeça pode chocar. Mas é indolor e também divertido. Não cheguei a ter meus testes avaliados. Até porque já sabia do que se tratavam as pesquisas e poderia ter uma predisposição para as respostas. No entanto, foi interessante ser foco dos pesquisadores.

Na semana anterior, tive a chance de experimentar o Eye Tracker, software que mapeia o olhar humano em vídeos e fotos. Mas, diferente do que aconteceu no Neurolab, fiz a experiência em uma sala reservada dentro do próprio Diario de Pernambuco, com um equipamento portátil cedido pela A/F Inteligência. Basta sentar de frente para o computador por alguns minutos, para o programa "calibrar" o olhar do voluntário. Logo depois, vi um filme que avaliava o poder de atenção e concentração do sujeito durante uma partida de basquete. A curiosidade é que, quase nenhum dos pesquisados batia os olhos em um homem vestido de urso, que dançava em meio aos jogadores. Fiquei na média desses avaliados. Depois, pude acompanhar a trajetória do meu olho durante a exibição do vídeo. É uma experiência interessante.

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