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Protesto » Petistas xingam Barbosa em bar Ativistas chamam o presidente do STF de "projeto de ditador" e postam vídeo na internet. Um deles é assessor da deputada Kokay

Correio Braziliense

Publicação: 11/04/2014 09:32 Atualização:

Aos gritos de “corrupto”, “autoritário”, “tucano” e “projeto de ditador”, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, foi hostilizado por três ativistas ligados ao PT na saída do bar Frederic Chopin, na 406 Sul, na madrugada do último sábado (5). Toda a ação foi gravada pelos manifestantes em três vídeos curtos, divulgados nas redes sociais. Um dos ativistas, Rodrigo Grassi, 36, conhecido por Rodrigo Pilha, é assessor parlamentar da deputada federal Erika Kokay (PT-DF). Participaram também as militantes do PT Jovem Andreza Xavier, de 25 anos, e Maria Luiza Rodrigues, de 29. Procurado, o ministro Joaquim Barbosa não quis comentar o episódio.



À reportagem, o grupo contou ter agido sem roteito prévio. Na noite de sexta-feira (4) passada, Andreza estava com alguns amigos no bar quando viu o presidente do Supremo chegar, acompanhado por seguranças. O ministro ocupou uma mesa ao lado da dela, na qual passou algumas horas bebendo cerveja com duas jovens e um rapaz, em uma comemoração de aniversário.

Por meio do telefone celular, conectado nas redes sociais, Andreza convocou amigos militantes para o que chamou de “ato”. O grupo esperou até a 1h de sábado, quando Barbosa deixou o estabelecimento. Alguns manifestantes chegaram a improvisar faixas. “Ficamos acampados por meses (na porta do STF) esperando pelo momento de vê-lo, e quando ele apareceu, resolvemos fazer um ato em protesto ao julgamento midiático (dos petistas condenados no mensalão)”, resumiu Andreza.

“Corrupto, eu?”
Na saída, os ativistas entoaram slogans de defesa dos condenados na Ação Penal 470. Depois, acusaram Barbosa, aos gritos, de autoritário e corrupto. A ação durou pouco mais de um minuto. A única reação de Barbosa aos xingamentos dos ativistas foi perguntar: “Corrupto, eu?”. Em seguida, com dois seguranças ao lado, ele entrou no carro e foi embora. “Ele ficou sacralizado pelo julgamento, mas saiu para beber com amigos com carro oficial pago com dinheiro do contribuinte”, reclamou o assessor Rodrigo Pilha.

A deputada Erika Kokay disse que o assessor parlamentar, que trabalha para ela desde 2008, estava fora do horário de expediente e que tem todo o direito de se manifestar. “As pessoas têm liberdade de exercer suas opiniões, expor convicções, dentro da legalidade. Era noite e ele não estava no horário de trabalho. Nós (do gabinete) não temos a vigilância acerca do que as pessoas falam”, disse a deputada. “Cada pessoa tem o direito de expressar a liberdade que este país conquistou”, emendou.

Juristas ouvidos pelo Correio explicam que os ativistas podem sofrer penalidades caso o magistrado tenha se sentido coagido. Para os advogados, há o crime de coação no curso do processo, que é usar de violência ou grave ameaça contra autoridade, com pena de reclusão de 1 a 4 anos, e multa. O ato também pode ser tipificado como apologia ao crime, que prevê pena de prisão de 3 a 6 meses, ou multa; e, ainda, há os crimes de ameaça, difamação e injúria.

Procurado, o ministro Joaquim Barbosa informou, por meio da assessoria imprensa, que não vai se manifestar sobre o episódio. Segundo pessoas próximas do magistrado, Barbosa não sabia que os ataques vinham de militantes profissionais ligados ao PT, mas percebeu que uma das pessoas estava gravando toda a ação em vídeo.

Esta matéria tem: (1) comentários

Autor: Rosimar Pereira
Isso é falta de respeito com a JUSTIÇA brasileira, esse povo do PT acha que são os donos da verdade. CHAGA o Brasil não pode ter GESTAPO nem SS com fez Hitter. A hora é de dar um basta nesse povo. OUTUBRO em aí para eles receberam o que merecem! | Denuncie |

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