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Andanças » Eduardo e Dilma em pontes aéreas trocadas Disputa por votos entre o socialista Eduardo Campos e a petista Dilma Rousseff será intensificada na próxima semana

Aline Moura - Diario de Pernambuco

Publicação: 10/04/2014 08:08 Atualização: 10/04/2014 11:04

Dilma estaria em solo pernambucano na segunda, no mesmo dia em que Eduardo lançará sua pré-candidatura ao Palácio da Alvorada em Brasília. Foto: Anna clarice Almeida/DP/D.A Press (Anna clarice Almeida/DP/D.A Press)
Dilma estaria em solo pernambucano na segunda, no mesmo dia em que Eduardo lançará sua pré-candidatura ao Palácio da Alvorada em Brasília. Foto: Anna clarice Almeida/DP/D.A Press

Na segunda ou quarta-feira da próxima semana, a presidente Dilma Rousseff (PT) desembarca em Pernambuco para participar da primeira agenda administrativa no estado sem a presença de Eduardo Campos (PSB) como governador. A presidente vem à terra natal de Eduardo duas semanas após a desincompatibilização dele do cargo. Vai inaugurar o navio Dragão do Mar, do Estaleiro Atlântico Sul, em Suape, Ipojuca, e reforçar a presença do governo federal no estado, ofuscada nos últimos meses pela pré-candidatura do ex-governador ao Palácio do Planalto. Antes da chegada de Dilma, dois ministros vêm ao estado visitar, hoje e amanhã, as obras de transposição do Rio São Francisco, no Sertão.

Oficialmente, até as 22h de ontem, a informação transmitida à imprensa e ao governo do estado foi de que Dilma estaria em solo pernambucano na segunda, no mesmo dia em que Eduardo lançará sua pré-candidatura ao Palácio da Alvorada em Brasília. A notícia foi interpretada como o primeiro embate indireto entre os dois presidenciáveis, que inverteriam as pontes aéreas para ganhar espaço político em territórios diferentes. No meio da noite, contudo, duas fontes com bom trânsito na Transpetro informaram o adiamento para a quarta-feira, sem dizer os motivos. A assessoria de imprensa do Planalto também confirmou, mas depois voltou atrás, dizendo não poder mais dar certeza sobre a data precisa.

Desinformação

Apesar do desencontro de informações e mudança de escalas de trabalhadores na Transpetro em virtude da visita, o governo do estado não foi comunicado em nenhum momento. No início da noite, o governador João Lyra (PSB) chegou a dar entrevista, durante evento na Assembleia Legislativa, justificando que não poderia ir para o lançamento da pré-candidatura de Eduardo porque precisaria receber Dilma, segundo o protocolo. %u201CVou conversar com Eduardo e explicar. Tenho certeza que ele vai ter a compreensão da minha atitude%u201D, declarou João Lyra, referindo-se à ausência no evento de Brasília.

Esta é a primeira visita de Dilma ao estado em 2014. Ela veio a Pernambuco em 17 de dezembro do ano passado, dois meses após Eduardo selar uma aliança com a ex-senadora Marina Silva, que será anunciada como sua vice na segunda-feira. A vinda da petista nesse momento é uma tentativa de reduzir o impacto do evento socialista na capital federal e possíveis reflexos em Pernambuco. O ex-presidente Lula tem ressaltado, em conversas com Dilma, a importância de o PT vencer as eleições em Pernambuco este ano, apoiando a candidatura do senador Armando Monteiro Neto. Os petistas entendem que o desenvolvimento do estado só chegou ao nível que chegou - maior que o do Nordeste e o do Brasil - por conta do apoio do ex-presidente Lula à gestão de Eduardo. Na última terça-feira, Lula deu entrevista e disse não %u201Ccompreender%u201D o rompimento do PSB com o PT.

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